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Aquele dragão na minha janela

Diego Brígido

Por Diego Brígido

minha janela

Certa vez, da minha janela, avistei um tigre polindo a bengala. A cena era tão intrigante que bem me chamou a atenção. Como pode um tigre polir, segurando um cigarro na mão? 

Uma vez, da minha janela, vi ao longe um navio fantasma. O capitão era um gordo engraçado e tinha um tigre de estimação. O bicho não tinha bengala, mas isso também não importa. Como pode o gordo estar vivo se toda a tripulação estava morta? 

Eu deitei numa nuvem bem fofa e deixei o sol me banhar. Como pode um astro tão longe trazer a luz que vai me curar? 

Dia desses, na minha janela, pousou um filhote de dragão. Ele disse estar perdido da mãe e com fome. Antes de o bichinho partir, preparei um lanche com café e deixei ele devorar. Mas como pode um bicho sem mãe ainda ter coragem para voar? 

Uns acham que sou maluco, outros dizem que sonho acordado. Eu digo apenas que treinei o olhar. O fato é que é preciso querer ver pra então conseguir enxergar.

 

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