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Coronavírus: a importância da segunda dose da vacina

Érika Klann

Por Érika Klann

segunda dose


As vacinas já fazem parte da nossa vida desde que nascemos e sabemos que elas têm a função de nos proteger contra muitas doenças. Vacinar-se é um ato de proteção individual e coletiva. O que significa que optar pela não vacinação é uma escolha individualista e que contribui para a falta de controle da doença na população.

A maioria das nossas vacinas exige doses de reforço e, independentemente de ser contra o coronavírus ou outro tipo de vacina, é fundamental seguir o calendário nacional de vacinação e suas recomendações.

Já é consenso entre a comunidade médica e científica de que a vacinação é o caminho mais assertivo e eficaz para o controle da pandemia de Covid-19. No entanto, além dos problemas de disponibilidade de vacinas, outro desafio tem gerado preocupação ao Brasil: o abandono da segunda dose. Segundo o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, mais de 1,5 milhão de brasileiros não compareceram aos postos de vacinação na data prevista para completar a imunização, representando mais de 14% da população vacinada com a primeira dose.

Mas, será que não receber a segunda dose é realmente um problema?

Precisamos entender que a definição do melhor esquema vacinal não é aleatória; ela foi estabelecida durante os estudos e o desenvolvimento da vacina. Diferentes quantidades de doses, concentração, volume e tempo de intervalo entre as doses são testadas neste processo até chegar às características mais efetivas, as que geram melhor proteção.

Por isso, é essencial que se siga as recomendações dos fabricantes quanto ao número de doses e o tempo de intervalo entre elas, para que se atinja a eficácia determinada.

Mesmo a primeira dose já conferindo alguma proteção, não é ainda o recomendado pelos especialistas e instituições regulamentadoras, como a OMS, o Ministério da Saúde e a Anvisa. Além de aumentar a proteção, a segunda dose é importante para prolongá-la por mais tempo.

A primeira dose da vacina permite uma espécie de reconhecimento do vírus pelo nosso sistema imunológico, induzindo a uma produção de anticorpos. A segunda dose potencializa essa produção de anticorpos, conferindo uma proteção adequada e capaz de combater o vírus em caso de infecção.

Um detalhe importante é que esta proteção conferida não é imediata; é preciso de 2 a 3 semanas após a segunda dose para que o nosso sistema imunológico produza a quantidade necessária de anticorpos capaz de neutralizar o vírus.

No Brasil, atualmente, estão disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) 3 tipos de vacinas anti-Covid, de fabricantes diferentes: a CoronaVac, a Pfizer e a AstraZeneca; todas com a necessidade de uma segunda dose. As duas primeiras precisam de 21-28 dias de intervalo entre as doses, e a última de 3 meses.

Por isso, é muito importante que se observe a data de retorno após a primeira dose, anotada no cartão de vacinação.

Em um cenário de alta circulação do coronavírus e ainda baixa taxa de imunização da população, não completar o esquema vacinal contribui para o não controle da pandemia, além de favorecer o surgimento e a prevalência de novas variantes virais.

As autoridades sanitárias no Brasil insistem na importância de se procurar o local de vacinação o quanto antes, caso se esteja com a segunda dose atrasada. E não se esqueça da carteira de vacinação para não haver troca do tipo de vacina aplicada anteriormente.

E o mais importante: até que tenhamos uma queda sustentável da circulação do Sars-CoV-2 e consigamos controlar a pandemia, todos precisam manter os cuidados preventivos, como uso de máscara, lavagem das mãos ou uso de álcool em gel e distanciamento físico. 

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