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Corpo são, mente sã. Será?

Anderson Firmino

Por Anderson Firmino

mente sã


Dia desses, assisti a um episódio da série sobre a vida de Juliette Freire, campeã do BBB21, para o Globoplay. Nela, a nova “namoradinha do Brasil” lamentava que não poderia mais ser como antes da fama. Passou a ser mais cobrada, mais vigiada. E não poderá mais usufruir de benesses que o anonimato permite. Ou seja: o destaque repentino (e justo) tirou parte dela.

Porque abro minha primeira coluna sobre Esporte falando de BBB? Esta semana, ganhou as manchetes a desistência da ginasta norte-americana Simone Biles em participar da final por equipes e do individual geral na Olimpíada de Tóquio. A alegação: era preciso cuidar da saúde mental. Ela não está feliz.

Meses atrás, a tenista japonesa Naomi Osaka, responsável pelo acendimento da pira na cerimônia de abertura, também acusou estresse mental e deixou Roland Garros.

O esporte de alto rendimento cobra demais. E nem todo mundo está disposto a trocar sua sanidade por dólares, viagens, troféus. O esportista é, também, um ser humano. Mais forte, mais alto, mais rápido. Mas igualmente humano.

Na mesma Olimpíada, desfrutamos do descompromisso regado a alegria da skatista Rayssa Leal. A Fadinha encantou os brasileiros e conquistou uma medalha de prata com gosto de ouro. A dança durante a prova, o sorriso solto e a garantia de que só queria aproveitar o momento. E o fez com a graça de seus 13 aninhos.

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Quer futuro! Mas, certamente, haverá pessoas que desejarão jogar peso nas asas da nossa fadinha de prata. Descaracterizá-la, moldá-la. E, claro, pegar carona no êxito da pequena notável.

O mesmo esporte, que prega mente sã e corpo são, traz desafios, como equilibrar sobre um skate o peso de um País ávido por conquistas. E incoerências. Mas também se torceu para as rivais caírem durante a prova – literalmente. Isso não se faz. E fizemos. Com algumas tão crianças quanto a brasileira.

Em tempo: a ausência de Biles não diminui em nada o feito da ginasta brasileira Rebeca Andrade, outra dama de prata do nosso esporte. Mulher, negra, de origem simples, criada apenas pela mãe. Fez o baile de favela ecoar forte em Tóquio. A mente sã e o corpo são. E a conquista é apenas delas. Seja no esporte ou num reality show.

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Selma
3 meses atrás

Excelente estreia Parabéns!! Texto leve, gostoso de ler e informativo!

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