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Do ofício de compor canções

Luiz Cláudio de Santos

Por Luiz Cláudio de Santos

canções


Buenossss.

Na coluna anterior – de estreia – eu dizia que a música e as artes em geral são coisas divinas. Se não, como explicar eu e meus dois irmãos já termos nascido com a música e o traço – do desenho – sem que nossos pai e mãe, ou mesmo outro membro da família, tivessem qualquer aptidão para tal? 

Pode não significar muita coisa, mas o fato é que eu nem sabia escrever e já confeccionava meus gibis com historinhas de super-heróis. E já arranhava um violãozinho.

E eis que aos quatorze anos comecei a compor canções.

A letra era um tanto ‘assim, assim’:

‘De que adianta

A mulher amar o homem?

De que adianta

O homem amar a mulher?

De que adianta

Nascerem crianças?

Para morrerem na guerra?’

Pena esta coluna não ter som (rararará), para você poder ouvir a música. Mas tudo bem. Era uma baladinha bem influenciada pelos sons do movimento hippie, Hendrix, Cocker, Lennon, McCartney, Harrison, Starr e por aí vai. Mas acabou que nunca mais a mostrei pra ninguém, ficou na gaveta.

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É interessante, esse ofício de compor canções. Você escreve, escreve, escreve, escreve, canta, toca, toca, canta, dá uns dez tiros pra acertar um ou dois. Folhas de cadernos, guardanapos, canetas, lápis, gravadores, celulares, a coisa vem sem avisar, vem inteira, vem em pedaços. A principal regra da composição é que não há regra alguma.

Mas é maravilhoso quando você consegue atingir as pessoas e estas identificam-se com a sua mensagem e cantam e dançam, alegram-se, choram, enfim, é muito legal.

Durante essa pandemia louca, surpreendentemente, pra não dizer que não compus nada, musiquei uma ótima letra do meu querido amigo e poeta Gessé Froes, letra que estava comigo há um tempão. Ficou boa. Ah, e iniciei um novo trabalho em estúdio, que pretendo ir pondo no ar o mais rápido possível. Singles que no final irão virar um EP, como se diz hoje em dia. Fazer um clipe. De repente, um CD.

Pois é, não sei o que leva a gente a ter essa necessidade de compor e compor e compor e compor canções. E quer saber, isso nem importa muito, a gente vai indo e fim.

Inté a próxima, besos a todes.

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Paulo Cézhar Luz
Paulo Cézhar Luz
3 meses atrás

No meu entender entra também aí a questão genética: ainda sabemos pouco sobre nosso próprio corpo, nosso cérebro. A minha primeira intuição ocorreu ao sair de uma feira no Anhembi em 1975. Bem na entrada do ônibus da excursão, aguardando o resto da turma, eu, observando senhores engravatados rumando ao Palácio de Convenções, mentalmente compus um frêvo que depois intitulei de E Tome Terno e Gravata. E olha que só iniciei meus estudos musicais(curso de violão) em 1978.

Rosali Toledo
Rosali Toledo
3 meses atrás

Tem uma outra habilidade. É didático.

Bruna Pereira
Bruna Pereira
3 meses atrás

Adorei!

Barbara
Barbara
3 meses atrás

“Mas como viver um cantor (poeta) se de amor não matar e morrer?” Paixões em letras de músicas! Que bom que disso você entende(u) desde cedo! Hehehe boa quinzena!

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