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Formação dos hábitos alimentares: ajudando os pequenos a terem uma boa relação com a comida

Marina Ferreira

Por Marina Ferreira

hábitos alimentares


Sempre tive muito interesse no comportamento humano e há alguns anos venho estudando sobre o tema que muito tem relação com a alimentação. Fico curiosa em tentar entender por que cada pessoa se relaciona com esse aspecto de forma diferente. Ainda não tenho uma resposta pronta, mas já sei algumas coisas: o que acontece durante a gestação, a amamentação, a introdução de hábitos alimentares, o que o pai ou a mãe fazem em relação a comida (inclusive o “como” comem) serve de modelo para a criança… o que acontece na escola com os alimentos, o que um ou outro “fala” sobre a comida, TUDO serve de base para o indivíduo desenvolver sua relação com a comida. E isso vai sendo alterado ao longo do tempo. 

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hábitos alimentaresÉ muito difícil ter controle sobre TUDO, portanto, em casa, podemos cultivar comportamentos adequados, coerência, reflexão, para assim, lá fora, cada um ser capaz de discernir e escolher melhor seus alimentos e manter uma boa relação com a comida. Veja que tudo que envolve relação (seja entre pessoas ou entre uma pessoa e uma comida, rs) pode ser complexo!

Trabalhando como nutricionista em escolas há alguns anos e como mãe de dois (5 e 7 anos) vivencio a formação dos hábitos alimentares infantis constantemente, sei que é um desafio. 

Hoje trago para você algumas dicas básicas sobre como conduzir as refeições e estimular um alimentar “natural” e “tranquilo” entre os pequenos. Seja você mãe, pai, tia, tio, professora de alguma criança, observe a forma como ela come, você pode ajudá-la. 

  • ATRIBUA IMPORTÂNCIA À ALIMENTAÇÃO: As refeições devem ser momentos valorizados, desde o café da manhã até um rápido e simples lanchinho. Demonstrar isso para a criança é essencial para que ela tenha a noção de que esse é um ato vital já que irá praticá-lo até o fim da vida.
  • DÊ EXEMPLO PARA A CRIANÇA: Comer em volta de uma mesa, com outras pessoas da família, para a criança observar os comportamentos familiares e aprender. Aqui entra um importante papel da família em servir de exemplo. Comer com calma, em ambiente tranquilo, alimentos saudáveis e variados, com atenção ao momento presente. DICA importante: se a sua alimentação não é tão saudável assim, esse é um bom motivo para melhorar, incluir legumes, verduras e frutas nas suas refeições irá fazer com que a criança se sinta mais estimulada a comer também.
  • DESCONECTE-SE: essa parte está obviamente incluída em manter um ambiente tranquilo durante as refeições, mas vale a pena ressaltar. Muitas pessoas não tem noção ou ignoram mesmo o saber de que o uso de telas durante as refeições faz com que as pessoas comam mais e sem consciência, e que esse é um fator que contribuiu para o aumento de peso da população (cadê aquele emoji com os olhos arregalados e a boca aberta?). Desligue a TV, o computador, deixe o celular em outro lugar enquanto come. Além de estimular a conversa entre a família, permite que você e a criança comam conscientemente, o quanto precisam para ficarem satisfeitos.
  • EVITE CONVERSAR SOBRE “DIETAS”: esse papo de fazer dieta está super fora de moda. Hoje a Nutrição moderna trabalha com mudança de comportamento alimentar, mudança de hábitos alimentares. Então, começar a dieta na segunda, não comer carboidrato porque engorda, referir-se ao seu corpo (ou de outro) como gordo/magro ou algo do tipo em frente a criança, só irá fazer com que ela aprenda que esse comportamento é normal. Mas convenhamos, não deveria ser, pois traz sofrimento às pessoas. Não queremos que ela cresça acreditando que precisamos deixar de comer isso ou aquilo para não ter “barriga” ou que ela precisa ter um “corpo” determinado… não exatamente o dela…. ihhh isso dá uma coluna inteirinha!
  • PERGUNTE À CRIANÇA SE TEM FOME E SE ESTÁ SATISFEITA: todos nascemos com o “chip” que identifica perfeitamente o momento em que precisamos de comida e o momento de parar de comer. Algumas atitudes e comportamentos, após o nascimento, podem aos poucos reduzir essa capacidade inata de saber quando devemos nos alimentar. Por exemplo: amamentar a criança sempre que chora, sem identificar se não há outra situação (como uma fralda suja) a incomodando, fazer a criança comer tudo (até raspar o prato), não manter uma rotina alimentar regular. Então, uma forma de trazer essa sensação à consciência da criança é perguntar antes de almoçar, você está com fome, está com a barriguinha vazia? Afinal essa é a principal sensação física da fome! Após ou quando a criança já está enrolando para comer, você está satisfeita? A barriguinha está cheia? 
  • DESEMBALE MENOS, DESCASQUE MAIS: essa é ótima e está no Guia Alimentar para a População Brasileira publicado pelo Ministério da Saúde em 2014: faça dos alimentos naturais, minimamente processados a base da sua alimentação (frutas, hortaliças, cereais, grãos, leguminosas, carnes, leite, ovos), podendo incluir alimentos processados  (derivados lácteos, pães, produtos à base de cereais, frutas e hortaliças), mas evitando o consumo de alimentos ultraprocessados (que são aqueles produzidos apenas com ingredientes modificados pela indústria e com aditivos para conservar e melhorar o sabor e a aparência)

Seja constante na tentativa de manter uma alimentação e atitudes mais saudáveis e naturais na sua casa e com os pequenos, sem neuras, sem extremismos! É normal dias mais ideais outros menos, mas se você sempre estiver observando e cuidando desse essencial aspecto humano, irá contribuir para a formação de um ser humano com uma boa relação com a comida!

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