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Na doença, novos olhares para empreender e ressignificar a vida 

Érika Klann

Por Érika Klann

empreender


No próximo mês, em outubro, voltamos a nossa atenção ao Outubro Rosa, um movimento internacional de conscientização sobre o câncer de mama.

Criada no início da década de 90 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, nos EUA, a campanha tem como principais objetivos compartilhar informações e promover a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade pela doença.

O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente entre as mulheres brasileiras, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. Infelizmente, é uma doença que precisa ser diagnosticada precocemente para aumentar significativamente as chances de cura. Seu tratamento é agressivo e muitos são os efeitos colaterais, exigindo uma carga física e emocional muito grande.

A necessidade de uma “válvula de escape emocional” ou ainda a dificuldade de retornar ao mercado de trabalho trazem a opção de empreender como possibilidade de novas oportunidades.

Muitas delas vislumbram no empreendedorismo uma nova forma de enxergar a vida, uma oportunidade de se dedicar a algo com que sempre sonharam. É também uma ótima alternativa para trabalhar e conciliar as agendas de consultas médicas e exames, além de ser uma chance de uma fonte de renda.

Muitas são as histórias de mulheres que venceram o câncer e ressignificaram sua vida, seus propósitos e sonhos, refletindo a capacidade da mulher “em dar a volta por cima”. Em muitas situações, as iniciativas empreendedoras são um resgate da autoestima feminina, perdida entre medos, fraquezas, cirurgias e quedas de cabelo.

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Algumas oportunidades surgem da própria vivência e desafios enfrentados pela doença. A paulistana Linda Rojas, por exemplo, tornou-se uma das vozes mais populares na conscientização e combate ao câncer de mama no Brasil após enfrentar 2 diagnósticos da doença antes dos 30 anos. 

Inicialmente, na intenção de dividir suas experiências, tratamentos e angústias, ela criou o blog Uma Linda Janela. O projeto cresceu, tornando-se uma referência de informação de qualidade, com suporte de especialistas, e compartilhamento de histórias em todo o Brasil e no mundo. É um espaço de apoio mútuo, conexão e suporte emocional para que mulheres diagnosticadas com a doença não se sintam sozinhas, deixando a jornada mais leve.

Independentemente do motivo pelo qual elas começam a empreender, existem hoje várias plataformas e comunidades de empreendedorismo feminino, como as Empreendedoras 55, em que é possível trocar, aprender, fazer network, para que o crescimento pessoal e do negócio seja feito de forma organizada e estruturada. 

A todas elas, mulheres, que enfrentam a doença, meu abraço muito apertado e carinhoso, com um forte desejo de fé e força para enfrentar tudo isso da forma mais leve e confiante possível. E dizer que sim, é possível transformar essa dor em seu maior sonho: trabalhar com e por amor!

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Selma
12 dias atrás

Texto primoroso como sempre Erika! Tudo que fazemos para melhorar a vidas das pessoas ainda será pouco diante de tantas dificuldades encontradas, seja para um simples exame, um diagnóstico precoce e uma ajuda para recomeçar.
Por isso é tão importante apoiar e saber ouvir.

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