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Na música, a liberdade mesmo no cárcere da pandemia

Luiz Cláudio de Santos

Por Luiz Cláudio de Santos

música

Buenossss.

Antes de mais nada, permitam que me apresente: meu nome é Luiz Cláudio de Santos, sou músico e portuário nesta cidade de praia/porto e vice-versa. Como portuário são, hoje, trinta e oito ‘aninhos’. Mas como músico, vixe, lá se vão quarenta e dois. Há dias que nem acredito. 

E olhe que essa história começou bem antes, dez anos antes, em 1969, no salão do glorioso Brasil Futebol Clube, ali na Rua Jurubatuba, com nove anos de idade tocando ‘O milionário’, sucesso d’Os Incríveis’, época da ‘Jovem Guarda’, eu entre o brincar e o tocar guitarra. Ou brincar de tocar. Sei lá. Enfim. 

Bueno, hoje estou aqui estreando esta coluna quinzenal, muitíssssimo honrado pelo convite da querida Fabiana Honorato, filha de um irmão que a vida me deu, Claudio Honorato, para falar de música e contar aquelas histórias que só a música pode nos proporcionar. E são muitas. 

A mais recente fala sobre um tal de coronavírus, que simplesmente ‘mandou parar a cuíca, é coisa dos home’. Perdi, perdemos, diversas pessoas queridas pra essa terrível doença. Tivemos de parar nossas atividades da noite pro dia. Muitas dificuldades financeiras, a gente tentando se ajudar da melhor maneira possível, arrecadando fundos, cestas básicas, ano e meio nessa loucura. 

E eis que alguém em algum lugar de repente criou uma tal de ‘live’, apresentação remota, música de dentro de casa para dentro de casa. Uma das minhas primeiras lembranças é a de um rapaz em Roma, se não me engano, na sacada de um prédio tocando seu acordeon para as pessoas de outras sacadas, que curtiam a música e aplaudiam e cantavam. Emocionante.

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A ‘live’ deu a nós, músicos, um certo respiro, um alívio, as pessoas que assistiam contribuíam de forma espontânea e, assim, aplacava-se um pouco a situação difícil dos artistas e trazia alguma alegria a esse momento tão complicado das pessoas.

Há muito o que dizer sobre esse assunto, ainda, mas vou deixar para próximas colunas. Pega nada.

Voltando ao rapaz da Itália, a cena é realmente muito emblemática: as pessoas presas em suas casas, por conta de um mal terrível, cantam e interagem de suas janelas e nos mostram que, ainda que nossos corpos estejam encarcerados, nossas almas voam, se as deixarmos leves. 

Só a música, a arte em geral, são capazes disso. Elas vêm de Deus.

Inté a próxima. Besos a todes.

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Barbara
Barbara
2 meses atrás

Essa cena é realmente emblemática! E a live aproximou bastante as pessoas aos músicos, e uma trégua em meio à angústia desse momento que passamos! Parabéns pela coluna! Que venham as próximas!!

Bruna
Bruna
2 meses atrás

Parabéns pelo texto, realmente a música e a arte sempre serviram de refúgio para os dias sombrios.

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