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Não deixe a pandemia fazer da sua alimentação um pandemônio!

Marina Ferreira

Por Marina Ferreira

AlimentaçãoCrianças ociosas são demais! Falam demais, brigam demais, desafiam demais, comem demais… rs. Essas características não são exclusividade dos pequenos. Imagine também que os adultos estão se sentindo pressionados, inseguros, atarefados, aprisionados…. qualquer ser humano nessa situação de pandemia tem potencial para ter seu comportamento alterado em vários aspectos, especialmente na alimentação.

Não é preciso ser um expert em comportamento humano para observar que aqui em casa o “pandemônio” às vezes predomina. Quando estamos desorganizados, quando os planos vão pelo ralo, o plano B não dá certo, quando ninguém quer ceder, todos querem ter razão, quando a régua da exigência está elevada, o estresse impera e tudo sai como ninguém queria. Ser resiliente tem sido importante. 

Tudo isso que falei vale também para a forma como lidamos com a comida. Tipo expectativa X realidade, assim: os planos eram comer mais saudável, preparar mais vezes uma comida mais natural, ter frutas e verduras frescas sempre (EXPECTATIVA); mas tinha um bolo que sobrou do fim de semana, batata pré frita congelada, a alface ficou murcha e preta e eu esqueci/não deu tempo de passar no hortifruti (REALIDADE). Aí já viu, comi o que tinha mesmo, não era necessariamente saudável. Resultado: frustração, planos indo pelo ralo… 

Como lidar com essa dualidade, essa incongruência humana, esse misto de querer fazer melhor, saber o que fazer e como, mas não conseguir de fato realizar? Primeiramente, autocompaixão e aceitação sobre o que passou. Não adianta ficar se sentindo culpado por algo que aconteceu, pois a culpa vai te consumir e o que aconteceu não vai mudar. Bola pra frente. Depois, como posso me proteger de situações como essas? É isso! Pensar antes, planejar. 

Refletir sobre a comida não é prioridade para algumas pessoas, e acaba que a alimentação fica largada, de lado. Então vou ajudar você a pensar um pouco mais sobre alimentação para que esses dias em casa, com ou sem criança, não se tornem uma tormenta (ou um problema) no aspecto comilança!

Estruturar o dia em relação às refeições para que alguma rotina alimentar seja mantida, mesmo se não tiver aquela necessidade de almoçar no horário para ir à escola ou trabalhar após. Então, 3 refeições principais: Café da manhã, Almoço e Jantar, com ou sem lanches entre as refeições (aí depende de tempo, apetite…), ajuda se conseguir acordar a tempo do café da manhã. 

Evitar ter em casa um excesso de guloseimas, muitas bolachas, sorvetes, doces, salgadinhos, coisas para fritar, presunto, salame (embutidos, sabe?) refrigerantes, pois a tendência é: se estão lá, serão consumidos! Para esses lanchinhos pense em preparar sanduíches com queijo, comer frutas, fazer panquecas mesmo que doces (tem receitas de panquecas com banana e  aveia ótimas e saudáveis), patês, bolos… enfim.

Ter os alimentos que vai precisar para os preparos em casa e ter tempo para a alimentação: para o preparo e para o consumo. Mesmo se você tem alguém que ajuda na cozinha em casa, de vez em quando vale a pena você mesmo fazer. Preparar a própria comida e da família ajuda e muito na boa relação com a alimentação

Trazer a família para o preparo da refeição. Cada um faz uma coisa, separar os alimentos, picar, misturar, lavar. Inclusive as crianças! A criançada aqui em casa (são 2, rs) adora ir para a cozinha, sempre querendo ajudar. Esse é um costume que começamos desde cedo, preparar pizza e pão com o vovô e a vovó, bolo com a mamãe e muitas preparações diferentes com o papai… Sério, além de ser utópico, um momento incrível e mágico, você não tem ideia de como essa atitude influencia positivamente na vida alimentar da criança. Releve a bagunça e a sujeira, eles também podem ajudar nessa parte, do jeitinho deles.

Dividir as tarefas em relação à alimentação pode ser uma opção para o dia a dia. Exemplo: planejar o cardápio (sim, pode planejar por escrito que vai ser bem mais fácil se organizar), fazer as compras, guardar no armário, preparar a comida, por a mesa, tirar a mesa, lavar a louça. Essas tarefas precisam ser realizadas, e não precisa ser por um único membro da família: integre! Taí, mais uma forma de ter uma atitude alimentar positiva.

Vou dar algumas dicas de preparo para pôr as crianças na cozinha (sempre com um adulto junto):

  • salada de frutas: eles podem escolher, pegar as frutas e picar com uma faca de mesa, misturar, ajudar a espremer a laranja…e comer, claro! 
  • saladas: escolher e organizar as folhas, cortar o tomate, ajudar a ralar a cenoura, temperar.
  • bolos (de cenoura): podem ajudar em praticamente tudo, exceto por e tirar do forno! 
  • cookie: podem pegar os ingredientes, colocar na tigela, misturar, fazer o formato do cookie, o adulto põe para assar.
  • tortas salgadas, sanduíches, patês, pães… não há, na verdade, limites, é só dar a tarefa dentro da habilidade, capacidade e segurança da criança. 

E bora se divertir! Os dias serão mais leves! A única regra é essa. Os dias já foram muito pesados e fazer coisas para a família e em família pode ser uma forma de deixar esse tempo mais leve e divertido! 

Um maravilhoso Natal para você! 

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