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Outono de reflexões…

Helena Fraga

Por Helena Fraga

outono


Adoro o mês de março… Falo isso infinitas vezes, mas é porque tem uma aura dourada e um sabor de recomeço. Sou mais afeita a sentir do que ficar escarafunchando o motivo das coisas, apesar disso não ser totalmente verdade já que me chamavam de Leninha quer ver… Bom, mas essa história ficará para outro dia…

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O fato é que o terceiro mês do ano marca o início do outono no hemisfério sul e, na minha filosofia poética, acredito que essa é a melhor estação do ano. Ela precede todas as outras e é nela que plantamos para colher na primavera, caso o inverno não acabe com tudo…

Março é tão importante que é o mês da mulher – fonte inesgotável da vida humana em todos os sentidos. Comemoramos o dia da poesia e das pessoas com Síndrome de Down. E ainda é o mês dedicado a São José, pai adotivo de Jesus.

É um tempo de rever o guarda-roupa – desfazer-se de tudo que está pesando na nossa mala. É tempo de mudar os projetos, rever os antigos e fazer novos. Amadurecer ideias e refletir. Como estamos em plena quaresma, toca-nos ainda mais o desejo de autoconhecimento. 

Saímos à rua e o chão está colorido de amarelo em todos os tons. As velhas folhas caem e desnudam as árvores para que novos brotos se formem. A poesia ecoa ao vento que assobia antes que as tempestades cheguem para lavar a alma. O cheiro é diferente… toca a alma e descobre nossas feridas – ou as curamos ou viveremos mais um ano com elas. E se a vida é feita de escolhas, é chegado o momento de tomá-las pelas mãos…

A nostalgia do outono reflete os amores perdidos. Os amigos que se foram, as lutas que vamos enfrentar. Nada é tão cinza, nem tão colorido, apenas os tons de ferrugem que nos acolhem e nos aquecem.

Um novo momento… Às vezes com velhas notícias ou manchetes repetitivas ou ainda com tomadas de decisão meio sem nexo, mas, ainda assim, depois do marasmo e da depressão, é hora de arar e semear…

A poesia arremessa-nos para frente. É um foco de luz num mundo sombrio. Mesmo com dor, você sente esperança; mesmo com lágrimas, você colhe rosas vermelhas; mesmo com distância, o afeto é o caminho mais provável para a alma.

Sinto falta de abraços… Mas, encontro guarida nas árvores aqui da rua… Mantêm-se lá… Outono após outono, numa cadência torpe e seguras dos ciclos da vida.

Levanto os olhos. Agradeço no silêncio da vida que me manteve. Oro pelos que foram e confio na proteção de José… Um sorriso pela certeza de que o verdadeiro sentido da vida é a própria vida…

 

Helena Fraga

Empresária e escritora

 

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