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Paraty

Selma Cabral

Por Selma Cabral

Paraty
Rogério Cassimiro – MTUR

Turismo histórico, paisagens naturais exuberantes, pousadas charmosas, excelente gastronomia e um intenso movimento cultural assim é  Paraty !

O colorido das janelas e portas dos casarões coloniais hipnotiza os viajantes que chegam a Paraty, no Rio de Janeiro. Os tons fortes se juntam ao intenso verde da Mata Atlântica, que acompanha toda a cidade e emoldura o mar. Por dentro da serra, cachoeiras dão um toque ainda mais espetacular à encantadora Paraty. A cidade alia turismo histórico, paisagens naturais exuberantes, pousadas charmosas, excelente gastronomia e um intenso movimento cultural. É destino para quem deseja descansar, mas não necessariamente desplugar do mundo. Deixe-se levar por esse maravilhoso roteiro pela Costa Verde do Rio de Janeiro. Paraty é um lugar cativante e que desperta paixões entre os viajantes.

Paraty
Rogério Cassimiro/MTur

Caminhar pelas ruas construídas em pé de moleque é um verdadeiro retorno ao passado. Impossível não se encantar com o Centro Histórico de Paraty. Ao anoitecer, as luzes amareladas são hipnotizantes, assim como todas as cores dos casarões coloniais. Junte a esse cenário toda a imensidão da Serra do Mar e você terá um cartão postal apaixonante. Como se não bastasse toda a beleza, Paraty foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Um reconhecimento de que o destino é muito mais que especial.

Paraty
Rogério Cassimiro – MTUR

Um pouco da história de Paraty

Fundada oficialmente em 1667, Paraty era apenas um pequeno povoado aos pés do Morro do Forte. A cidade cresceu e se tornou, entre os séculos XVIII e XIX, um dos maiores entrepostos comerciais do país. Rota do Caminho do Ouro, por onde escoavam as preciosidades vindas das Minas Gerais, e grande produtora de cana-de-açúcar, Paraty era ponto final da Estrada Real. Com a construção de um novo caminho, por onde levavam ouro e pedras preciosas diretamente ao Rio de Janeiro, a cidade perdeu importância e por muitos anos ficou esquecida, até ser redescoberta pelo turismo e se tornar um dos mais belos destinos do Rio de Janeiro e do Brasil. Os tempos agora são bem diferentes dos séculos passados, mas a circulação de estrangeiros continua intensa e a arquitetura colonial, bastante preservada, é uma bela maneira de viajar na história.

O que fazer em Paraty

Paraty une história e paisagens naturais realmente estonteantes e, o melhor de tudo, Paraty está em uma das mais lindas baías do país. A região, conhecida como Costa Verde, oferece mais de uma centena de praias e ilhas para quem deseja aproveitar os dias de sol. E para quem preferir o contato mais íntimo com a Serra do Mar, há ainda uma grande variedade de cachoeiras a serem desbravadas pelos viajantes em Paraty.

As belezas naturais e a história de Paraty são inegáveis, mas a cidade vai além. Paraty tem um certo ar que inspira também a produção cultural. O Centro Histórico tem lojas repletas de artesanatos, ateliês de artistas locais estão por toda parte, fotografias estampam as vitrines e as livrarias são mesmo um convite a horas a fio com um bom café. Impossível negar essa vocação diante de eventos como a Festa Literária Internacional de Paraty, a FLIP e a Paraty em Foco, que reúne fotógrafos de todo o país.

Paraty
Rogério Cassimiro – MTUR

Como se não bastasse a beleza natural, o caráter histórico e o agito cultural, Paraty é também um deleite gastronômico. A vida na cidade acontece em meio a dezenas de bons restaurantes que oferecem cardápios sofisticados, com misturas dignas de grandes chefs. As mesinhas ao ar livre, diante das igrejinhas históricas, arrebatam qualquer turista, enquanto os pratos agradam até os mais exigentes paladares. Ao sentar-se para jantar, não deixe de brindar com uma boa cachaça artesanal. Elas estão entre as melhores do país e você estará bebendo um pouco da história de Paraty.

Paraty
Rogério Cassimiro – MTUR

Praias de Paraty

Paraty conta com mais de uma centena de praias e ilhas para dias de deleite diante do mar. Com algumas das melhores praias do Brasil, Paraty não decepciona no que quesito beleza e oferece cenários belíssimos em meio ao intenso verde da Mata Atlântica. Grande parte das praias de Paraty é acessível apenas pelo mar ou exigem alguns quilômetros de estrada e caminhada. São poucas as praias pertinho do Centro Histórico.

Pontos Turísticos:

Paraty vai muito além de belas praias cercadas pela intensa Mata Atlântica. A cidade oferece aos visitantes um rico turismo histórico, sempre permeado por belezas naturais. Fundada oficialmente em 1667, Paraty hoje é Patrimônio Histórico Nacional e divide a atenção dos visitantes entre prédios coloniais e natureza exuberante. Este post é especialmente dedicado aos pontos turísticos históricos de Paraty.

Centro Histórico: O ponto de partida para os turistas que chegam a Paraty é o Centro Histórico, onde nasceu a “Villa de Nossa Senhora dos Remédios de Paratii”. Ele pode ser tranquilamente percorrido a pé em uma tarde, mas a ajuda de um guia é sempre bem-vinda para entender as questões históricas que envolvem a região. Há vários tours guiados oferecidos na cidade. Eles têm baixo custo e tornam a visita muito mais interessante. Normalmente os roteiros têm horários casados com os tours de barco, assim você pode fazer dois passeios no mesmo dia.

Paraty
Rogério Cassimiro – MTUR

Aos pés do Morro do Forte e ao redor da construção original da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, estabeleceu-se a vila que foi declarada independente de Angra dos Reis em 1667, dando origem à atual cidade de Paraty. A arquitetura colonial que hoje prevalece no Centro Histórico data principalmente do final do século XVIII e início do século XIX, quando escravos construíram o calçamento de pé de moleque e as ruas foram projetadas em formato xadrez: sete ruas do nascente para o poente e outras seis do Norte para o sul. É em meio a essas charmosas construções, repletas de portas e janelões coloridos, que você poderá conhecer mais sobre a história de Paraty. O passeio por si só já é uma delícia, mas vale percorrer os principais pontos de interesse.

Paraty ganhou importância no cenário histórico nacional especialmente devido aos grandes engenhos de cana-de-açúcar e por ser entreposto comercial para escoamento do ouro que vinha das Minas Gerais. Entre as construções com valor histórico, cultural e arquitetônico estão o Porto de Paraty; a Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios; a Igreja de Santa Rita e antiga cadeia; Igreja de Nossa Senhora do Rosário; Igreja de Nossa Senhora das Dores; a Casa da Cultura; o Sobrado dos Bonecos; e do outro lado do rio, o Forte Defensor Perpétuo e a Santa Casa de Misericórdia.

Caminho do Ouro – Estrada Real: Para que toda a riqueza que vinha das Minas Gerais chegasse a Paraty, foi construído, entre os séculos XVII e XIX, o que ficou conhecido como Caminho do Ouro. A trilha seguia antigas rotas dos índios Guaianás e o calçamento, todo em pedra, foi projetado pelos portugueses e executado por escravos. O trecho segue por 1.200 km e liga Diamantina ao Porto de Paraty, de onde as riquezas seguiam de navio para Portugal.

Hoje a trilha é um belo roteiro para ser percorrido a pé, especialmente pelos turistas que gostam de ecoturismo. Grande parte do trajeto está sendo recuperado e já permite a prática de trekking. Há passeios que partem de Paraty e levam a cachoeiras e alambiques à beira da Estrada Real. Algumas das principais atrações próximas à cidade são a Cachoeira do Tobogã e Cachoeira da Pedra Branca, além de alambiques como o Engenho D’Ouro e Pedra Branca.

Quem optar por fazer trilha de vários dias passará por trechos de propriedades particulares. Por isso, é aconselhável que seja contratado um guia. O percurso também pode ser feito de carro, beirando a Estrada Real.

Cachoeira do Tobogã e Poço do Tarzan: Enquanto a água corre pela pedra lisa da Cachoeira do Tobogã, moradores da região se preparam, em fila, para descer em alta velocidade. A cena está entre as mais divertidas para os turistas que visitam Paraty. A habilidade dos jovens impressiona e eles capricham nas manobras.

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Rogério Cassimiro – MTUR

Cachoeira da Pedra Branca e Poço Usina:  A Cachoeira da Pedra Branca está entre as mais movimentadas de Paraty. Por ser uma das mais tranquilas e belas da região, ela faz parte da rota comum de passeios de jipe. A cachoeira está localizada em área particular, próxima à estrada Paraty-Cunha, e o acesso pela pista de terra pode ser complicado.

Forte Defensor Perpétuo: Construído em 1822 para defender a Baía de Paraty, o Forte Defensor Perpétuo tem vista privilegiada para a cidade. O local, no Morro da Vila Velha, abrigou o primeiro povoado de Paraty, antes de a cidade descer para onde hoje está o Centro Histórico.

Paraty
Rogério Cassimiro – MTUR

Ilha Comprida:   Ela está entre as paradas mais populares dos barcos que partem do cais do Porto de Paraty com turistas. A Ilha Comprida é um sonho para os visitantes que gostam de mergulhar cercados por vida marinha.
A ilha não oferece praia, mas tem uma enorme piscina onde é possível curtir o mergulho com snorkel.

Ilha da Cotia: A graciosa Ilha da Cotia oferece águas límpidas e tranquilas para os visitantes. Os barcos que chegam ao local ancoram de um lado e os turistas podem caminhar até o outro extremo da ilha, onde pedras ajudam a formar deliciosas piscinas naturais. O visual está entre os mais belos de Paraty. A areia é um convite ao descanso.

Ilha do Algodão: Com águas transparentes e profundas, a Ilha do Algodão é ideal para quem deseja praticar snorkeling. O local é ponto de parada de vários passeios de barco, onde os visitantes podem nadar tranquilamente e apreciar os peixes que tomam conta da água.

Lagoa azul: Conhecida pelo intenso tom da água, a Lagoa Azul é ponto certo de parada do mais popular passeio de escuna em Paraty. O local, cercado por rochas e mata verde, é uma grande piscina natural, repleta de vida marinha. A Lagoa Azul é parte da mesma rota que segue para a Praia Vermelha, Praia da Lula e Ilha Comprida.

Paraty Mirim: Distante 17 km do Centro Histórico de Paraty, a vila de Paraty Mirim abriga a mais antiga igreja da cidade. Paraty Mirim oferece uma longa faixa de areia com 800 metros de extensão, mar calmo e verde e boa infraestrutura de bares e restaurantes para o turista. A paisagem é cercada de mata virgem e o visual é dos mais belos.

Piscina Natural do Cachadaço: Uma das mais famosas atrações de Paraty, a Piscina Natural do Cachadaço está entre as prediletas dos turistas que visitam a Vila de Trindade. A piscina é formada por uma área de mar protegida por grandes pedras. A profundidade na maior parte não ultrapassa um metro. Leve seu snorkel e aproveite a vida marinha.

Praia da Conceição: Quase sempre deserta, a Praia da Conceição atrai visitantes que buscam aliar sossego a um belo visual. A praia faz parte de alguns roteiros alternativos de escunas. Exatamente por não estar na rota mais tradicional, ela se torna um paraíso. A água é muito tranquila…

Praia da Lua: A Praia da Lula é parte constante dos passeios de escuna que partem do Porto de Paraty. E ela é tudo o que se imagina ao pensar em uma praia paratiense. O intenso tom de verde da mata se mistura ao profundo colorido do mar e forma o clássico cenário da Costa Verde do Rio de Janeiro.

Praia de Fora (Praia dos Ranchos): Principal praia da Vila de Trindade, a Praia de Fora recebe os visitantes que gostam de curtir praias com infraestrutura. A praia está localizada ao longo da principal rua da Vila e oferece vários restaurantes, quiosques e pousadas. Excelente opção para passar o dia. Escolha a sua cadeira e a sua mesinha e sente-se…

Praia do Cachadaço: Quem chega à Vila de Trindade muitas vezes passa reto pela Praia do Cachadaço. E isso se justifica pela ansiedade em chegar às piscinas naturais localizadas logo depois da praia. De fato, as Piscinas Naturais do Cachadaço estão entre as melhores atrações de Paraty, mas a verdade é que o caminho…

Praia do Cepilho: Este pequeno paraíso oferece todo o necessário para o visitante ser feliz. A Praia do Cepilho tem areia branca e fina, um visual incrível com grandes e belas pedras por onde corre o mar, um bar com boa comida e bebida gelada e, para fechar o pacote, um espetáculo dos surfistas nas ondas.

Praia do Engenho: Parte do Saco do Mamanguá, a Praia do Engenho foge ao lugar comum dos passeios de escuna e oferece aos visitantes uma experiência bem mais exclusiva. Com águas sempre tranquilas e vegetação muito fechada, essa praia é ideal para passar o dia sem ter quase ninguém por perto.

Praia do Jabaquara: Popular entre os moradores, a Praia do Jabaquara tem acesso fácil a partir do Centro Histórico. Uma verdadeira raridade em Paraty. A praia tem mar muito calmo, o que atrai famílias com crianças e turistas interessados em praticar esportes como stand up padle, caiaque e vela.

Praia do Meio: Preferida entre as famílias com crianças, a Praia do Meio tem mar extremamente tranquilo e raso. É o local ideal na Vila de Trindade para gostar de com os pequenos. A praia, em forma de enseada, tem bares, quiosques, passeios de barco, aluguel de SUP e caiaque e, como é de se imaginar, muita gente!

Praia do Pontal: A Praia do Pontal pode não estar entre as mais bonitas de Paraty, mas com certeza está entre as mais movimentadas. Localizada bem pertinho do Centro Histórico, essa é a praia da cidade. Com calçadão, bares, quiosques e muitas mesinhas e cadeiras.

Paraty
Rogério Cassimiro/MTur

Praia do Sono: Predileta entre os turistas que buscam praias selvagens e desertas, a Praia do Sono é um verdadeiro paraíso local. Com longa faixa de areia, vegetação preservada e visual paradisíaco, ela se torna desejo de muitos viajantes que chegam a Paraty. A Praia do Sono dá acesso às vizinhas Antigos e Antiguinhos.

Praia Vermelha: A vegetação fechada impressiona tanto quanto a cor do mar. A Praia Vermelha está entre as mais visitadas nos passeios de escuna que saem do Porto de Paraty. A praia tem um visual maravilhoso e é também ideal para quem deseja contato total com a natureza, mas não abre mão de um certo conforto.

Saco da velha: A vegetação exuberante misturada ao mar colorido entre azul e verde marcam a paisagem do Saco da Velha. A praia faz parte de alguns circuitos de barco, mas muitas vezes a parada é apenas para o almoço, o que nem sempre permite um mergulho ou caminhada pela areia desse paraíso.

Saco do Mamanguá:   Uma das localidades mais desejadas entre os turistas que procuram belas praias em Paraty é o Saco do Mamanguá. O lugar tem muita fama, mas ir até lá pode ser um pouco complicado e muitos passeios não passam da entrada do Saco. Conhecido por ser o único fiorde do Brasil, o Saco do Mananguá gera curiosidade.

Quando ir a Paraty

Escolher a época de viajar a Paraty pode não ser das tarefas mais simples. O clima em Paraty não é dos mais estáveis, a cidade sempre lota nos feriados e o grande número de eventos culturais ao longo do ano costuma elevar os valores das hospedagens. Sabendo disso, avalie bem o período que melhor atende ao seu desejo para ir a Paraty quando ela melhor combina com você!

Se o que você busca são dias quentes e não se preocupa tanto com a chuva, o verão é a época certa. Já quem quer fugir de tempo chuvoso deve viajar nos meses de inverno. Para tentar aliar temperaturas amenas, menos chuva e baixa temporada, as melhores pedidas são abril, maio, setembro e outubro (fora do período da FLIP). Se o que você busca é ver Paraty bem tranquila, evite todos os feriados e períodos de férias escolares.

  • Período mais chuvoso – novembro a março, com chuvas entre 203 e 264 mm;
  • Meses mais secos – junho, julho e agosto, com chuvas entre 63 mm e 67 mm;
  • Quando faz mais calor – dezembro a março, com temperaturas entre 22ºC e 30ºC;
  • Clima mais friozinho – junho, julho e agosto, com temperaturas entre 17ºC e 25ºC;
  • Alta temporada – Férias escolares, todos os feriados prolongados e a FLIP (Feira Literária Internacional de Paraty), entre os meses de julho e agosto, com data variada a cada ano.

Como chegar a Paraty

Paraty está localizada no estado do Rio de Janeiro, na região conhecida como Costa Verde. A cidade está praticamente no meio do caminho entre as capitais Rio de Janeiro (240 km) e São Paulo (270 km). Não há aeroporto em Paraty e o trajeto final mais comum até a cidade é por via terrestre. Para quem sai do Rio de Janeiro, a melhor rota é pela BR-101 (Rio – Santos), cujo percurso é feito pelo litoral e a vista é maravilhosa. Para os motoristas que vão por São Paulo, a BR-116, até Guaratinguetá, é uma boa opção.

Um trajeto muito comum entre os turistas é a rota Angra dos Reis – Paraty. A distância entre as duas cidades é de 100 km e a maneira mais econômica de fazer o trajeto é de ônibus urbano. Os veículos saem de meia em meia hora de Angra dos Reis e o percurso – de 95 km – tem 2h de duração. Para quem está na Ilha Grande, é possível também fazer o trajeto até Paraty de barco ou lancha.

Quanto tempo ficar em Paraty

Paraty vale tanto uma viagem rápida para curtir o final de semana quanto um roteiro mais longo para descansar e aproveitar diversas praias e passeios. Com uma viagem de quatro dias já é possível curtir um pouquinho de cada faceta de Paraty, mas o ideal é ficar ao menos sete dias por lá. Assim você terá tempo de conhecer várias praias, cachoeiras, experimentar diversos restaurantes (e cachaças) e ainda passear sem pressa pelo Centro Histórico de Paraty, com direito a comprinhas e atividades culturais.

Noite em Paraty

À noite, Paraty consegue ser ainda mais charmosa e encantadora. As luzes do Centro Histórico dão um ar de tempos passados à cidade e transformam o passeio noturno em um dos melhores momentos para os turistas. É irresistível aproveitar os deliciosos restaurantes, sentar-se às mesas na calçada e curtir a vida passar calmamente.

A melhor pedida para quem está na cidade é mesmo o circuito gastronômico nos restaurantes, mas é sempre possível ir um grau acima na animação. Por isso, depois de aproveitar os menus elaborados do Centro Histórico, que tal sentar-se em um dos bares, experimentar uma cachaça local e se divertir ao som de música ao vivo? Em Paraty, você poderá tranquilamente esticar o jantar e continuar aproveitando a noite, ou, quem sabe, estender o happy hour depois da praia e não sair da mesa do bar até a hora de dormir!

Siga o som da música. A chance de você acertar onde está o agito de Paraty é grande. Comece com um bom chopp no Paraty 33, onde petiscos deliciosos são servidos à beira da janela, de onde é possível acompanhar o movimento da cidade e a intensa agenda de shows da casa. Experimente também os bares da Praça Matriz. Localizados um ao lado do outro, será até difícil definir qual mesa é de que bar. Todos formam uma grande e animada reunião de boêmios. Sempre cheios, é um bom ponto para iniciar um papo com o grupo ao lado.

A melhor música ao vivo da região é no Sarau, que oferece programação variada, entre samba, forró, rock e o que mais animar. A casa noturna Van Gogh sempre abre as portas assim que termina a música do Sarau. Você não ficará nem um minuto perdido na rua. E se ainda restar energia, volte ao Paraty 33. Certeza que a festa ainda estará rolando. Se quiser um esqueminha mais tranquilo, passe pelo Clandestino, o mais animado food truck da cidade, onde a música é sempre excelente. Vale até tomar alguns drinks na passarela do álcool, localizada próxima à Igreja Matriz. Mas se as intenções forem mais românticas, experimente alugar um veleiro para passar a noite à beira-mar. A luz do luar sempre serve de inspiração aos apaixonados.

Dicas:

  • As praias de Paraty são bastante seguras. Não há registros de arrastões ou assaltos a turistas. Quase sempre desertas, é muito tranquilo ir para a água e deixar os pertences tanto no barco quanto na areia. Em dias mais movimentados, não custa ficar de olho, especialmente quanto os barcos chegam às praias. As duas praias da cidade — Pontal e Jabaquara — são bem mais movimentadas. Fique sempre atento!
  • O clima em Paraty é quase sempre ameno e com nuvens. Ainda assim, protetor solar é imprescindível, o mesmo vale para se manter sempre hidratado. Chapéu e óculos escuros são bem-vindos, especialmente nos passeios.
  • Um tênis para caminhar na água e fazer trilha pode ser útil, ainda mais depois de um dia de chuva, quando os caminhos se enchem de lama. Nas cachoeiras, é bom estar prevenido. Muitos moradores usam galochas para caminhar principalmente no Centro Histórico, que é constantemente alagado pela maré e pela chuva.
  • Jamais percorra trilhas longas e desertas sem companhia. Qualquer descuido poderá resultar em um acidente e não haverá ninguém para prestar socorro. Faça sozinho apenas as trilhas mais movimentadas.
  • Se optar por fazer longas caminhadas e trekking, como Praia do Sono, Saco do Mamanguá e Paraty Mirim, verifique antecipadamente as condições das trilhas, para ter certeza de que todas poderão ser percorridas.
  • Levar bolsas térmicas para a praia é uma ótima opção, muitas são absolutamente desertas e não há nada para comprar. Outras oferecem quiosques e restaurantes, mas com preço um pouco salgado. Água é disponibilizada gratuitamente nos passeios de barco; outras bebidas são vendidas.
  • Não se esqueça da câmera fotográfica, principalmente se tiver uma subaquática. Ao sair da praia, sempre limpe a câmera com um pano úmido para retirar o sal. O mar é como um veneno para os eletrônicos.
  • Há uma boa oferta de comércio e supermercados na cidade de Paraty. Não haverá necessidade de se equipar totalmente para viajar. Entretanto, a Vila de Trindade é bem mais simples e talvez seja necessário ir a Paraty em caso de emergência.
  • O padrão de voltagem em Paraty é de 110V.
  • É muito comum queda de energia em Paraty. Muito mesmo! Especialmente em períodos de alta temporada, quando também pode faltar água. Tenha sempre uma lanterna na bolsa ou procure uma pousada que ofereça gerador.
  • Cartões de crédito são comumente aceitos no comércio, mas nem sempre nos passeios de barco e quiosques na praia. Tenha dinheiro em mãos para não passar aperto, especialmente quando as máquinas de cartão não funcionarem devido à falta de luz.
  • O telefone celular não funciona em todas as praias, mas funciona bem na cidade de Paraty.
  • Em tempos de dengue e Zika vírus, repelentes são sempre úteis, especialmente para quem vai fazer trilha e mais ainda no final da tarde.
  • Carros não entram no Centro Histórico. Você precisará deixá-lo em um estacionamento pago (há pouquíssimas vagas públicas na cidade). Se não considerar seguro, vá de ônibus.
Paraty
Rogério Cassimiro – MTUR

No mais é aproveitar o passeio porque vale a pena!!

Até a próxima semana 😊

Fonte: https://guia.melhoresdestinos.com.br

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