fbpx

Poeta, meu poeta camarada

Luiz Cláudio de Santos

Por Luiz Cláudio de Santos

poeta


Buenossss. poeta

E aí abri a minha bibliodiscoteca e peguei um livro de Vinicius. Pra mostrar pra namorada que ama ele. Poemas, sonetos, caracas, como Vinicius é bom. Não conheço, em língua portuguesa, quem melhor tenha falado de amor.

Noite dessas, tocando com meu trio, o L.D.O, num botequim de Long Beach – minha Praia Grande querida – pediram ‘Samba da Bênção’, parceria do poetinha com Baden Powell. Nunca havia cantado essa canção, então acessei a internet – maravilhas da tecnologia – e baixei a letra e mandei ver. E não é que, além de ter saído de prima – parabéns a Odilon de Carvalho & Delcinho Mendes, meus parças – ainda recebemos um aplauso no meio da canção? 

‘Ponha um pouco de amor numa cadência

E vai ver que ninguém no mundo vence

A beleza que tem um samba, não,

Porque o samba nasceu lá na Bahia

E se hoje ele é branco na poesia,

Se hoje ele é branco na poesia,

Ele é negro demais no coração’.

É isso, quem não gosta de Vinicius, bom sujeito não é.

poeta

Eu sempre digo que algumas canções da nossa tão maltratada M. P. B. deveriam ser o hino nacional. Uma delas é ‘Garota de Ipanema’. Ah, é, qualquer dia desses preciso falar do Tom, mas aí vai ter de ser outra coluna. Enfim.

Então, são dessas coisas que acontecem, a gente esquece, não por falta de cuidado, de alguma grande influência na nossa música e de repente, por alguma razão, relembramos, retomamos, revisitamos, cantamos. Agora, peguei a cantar Vinicius por aí. Porque nunca precisamos tanto de amor como nesses tempos de estupidez e ignorância.

PUBLICIDADE | ANUNCIE

PUBLICIDADE | ANUNCIE

‘De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

Estoril, outubro de 1939’.

Precisa dizer mais alguma coisa?

Até a próxima. Besos a todes.

LEIA TAMBÉM
Luiz Cláudio de Santos
Últimos posts por Luiz Cláudio de Santos (exibir todos)
0 0 votos
Classifique este artigo
Assine
Notificar de
guest
1 Comentário
Mais antigos
Mais novos Mais votados
Comentários em linha
Exibir todos os comentários
Rosali Toledo
Rosali Toledo
20 dias atrás

Mais uma vez, Parabéns. Aguardando ansiosamente a crônica sobre TOM.

Scroll to top
1
0
Eu quero saber a sua opinião. Comenta aqui em baixo e vamos discutir esse assunto!!x
()
x