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Um plebeu entre os reis

Ted Sartori

Por Ted Sartori

reis


No fim de outubro de 2008, já tinha entrevistado Pelé em algumas ocasiões para A Tribuna, jornal em que trabalhei por quase 15 anos. Todas – ou quase – em seu escritório, localizado em prédio na Rua Riachuelo, próximo à Avenida São Francisco, no Centro de Santos. Mas agora seria diferente: iria até a casa do Rei, em Guarujá, pela primeira – e única – vez até o momento.

O Rei não estaria sozinho. Os companheiros daquele mágico ataque do Peixe, consagrado na década de 1960, também marcariam presença. Dar boas risadas e contar grandes histórias só poderiam ser a senha de um encontro que reuniria Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

A responsável pela reunião daquela tarde foi a TV Gazeta. O motivo foi a gravação de um especial chamado O Melhor Ataque do Mundo, apresentado pelo jornalista Flávio Prado. Na ocasião, não havia data definida para a exibição, que acabou ocorrendo em dezembro daquele mesmo ano de 2008. Acho que nem tinham batido o martelo para o nome do programa, embora fosse uma barbada escolher.

O jornal A Tribuna foi avisado e convidado pela assessoria do Rei do Futebol para acompanhar o quinteto em ação. E eu, o repórter escolhido para ter a honra de entrevistá-los, com Edison Baraçal como fotógrafo. O repórter Helder Júnior, da Gazetaesportiva.net, e Alexandre Silvestre, da TV Gazeta, também estavam.

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A melhor imagem, pelo menos para mim, foi captada antes da gravação. Há um campinho de futebol na casa de Pelé. Na frente de uma das metas, todos os profissionais aproveitavam para posar junto com os integrantes daquele incrível ataque, alinhados na mesma formação consagrada nas escalações em jogos pelo mundo afora. 

Vendo aquilo, o Baraçal me incentivou a fazer o mesmo. E assim fui. Fiquei agachado à frente e, ao fundo, os cinco de pé, com Pelé colocando a mão direita no meu ombro direito e Pepe segurando a rede com a mão canhota. O próprio Baraçal, inclusive, também foi fotografado da mesma maneira – acho até que fui eu quem apertou o botão da câmera, devidamente preparada por ele.

Em todas as ocasiões que contemplo esta foto, presenteada a mim pelo Baraçal em um CD, os sentimentos se misturam. Parece uma miragem. Ou poderia ser um quadro pintado por um artista de renome. Ou ainda um troféu de valor incalculável. Ou tudo isso junto. Até porque, infelizmente, ela nunca mais poderá ser repetida em razão da morte de Coutinho, ocorrida em março de 2019. Nunca um plebeu esteve tão próximo de tantos reis.

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