Olá, meus queridos quarentões. Para essa semana, eu tinha a intenção de continuar pelo maravilhoso mundo do velho oeste americano, continuando o artigo da última semana. No entanto, saiu nessa semana o trailer de Napoleão, de Ridley Scott, e, admito, fiquei empolgado. E portanto, meus caros, achei válido compartilhar com vocês, leais leitores, os motivos de tamanha empolgação.
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O cinema, como forma de expressão artística e entretenimento, tem a capacidade única de nos transportar para outros mundos e nos envolver em experiências que vão além do nosso cotidiano. É essa magia cinematográfica que cativa e encanta espectadores há décadas, através de histórias grandiosas, eventos espetaculares e personagens extraordinários.
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Desde os primórdios do cinema, os cineastas têm buscado criar obras que se destaquem pela sua grandiosidade e impacto visual. A tela grande nos cinemas permite que sejamos envolvidos por imagens deslumbrantes, efeitos especiais impressionantes e cenários deslumbrantes. É essa dimensão espetacular que nos permite vivenciar aventuras épicas, mergulhar em universos fantásticos e experimentar emoções intensas.
Ao assistir a um filme, muitas vezes buscamos escapar do nosso dia a dia e ser transportados para um mundo completamente diferente. Queremos ser cativados por histórias envolventes e personagens carismáticos, que nos inspiram e nos fazem sonhar. Através do cinema, podemos ser levados a lugares distantes no espaço, no tempo ou até mesmo a realidades alternativas, nos permitindo vivenciar experiências que seriam impossíveis de outra forma.
Admito que meu sonho sempre foi produzir um épico em uma escala gigantesca, com Ben-Hur ou Gladiador. Mas tem sonhos que nem sempre acontecem, né?
Por que Napoleão é o personagem perfeito para o cinema
A vida de Napoleão Bonaparte, um dos líderes mais emblemáticos da história, tem sido objeto de interesse para diversos cineastas ao longo dos anos. Abaixo, seguem alguns dos melhores, e outros nem tanto, da vida dessa figura fascinante:
“Napoleão” (1927) – Dirigido por Abel Gance, este filme mudo épico retrata a ascensão de Napoleão desde sua juventude até se tornar um líder militar e político influente na França. Com uma narrativa visualmente inovadora para a época, Gance captura a grandiosidade do personagem e a intensidade de suas conquistas.
“Waterloo” (1970) – Esse é o meu favorito. Dirigido por Sergei Bondarchuk, este filme épico retrata a batalha final de Napoleão em Waterloo. Com uma reconstituição impressionante, com milhares de figurantes reais (já que não era possível usar efeitos digitais na época) da batalha, o filme captura a estratégia militar de Napoleão e a intensidade dos combates. Destaque para Rod Steiger como Napoleão, em uma performance magistral.
“Napoleão e Josephine: Uma História de Amor” (1987) – Este filme de época se concentra no relacionamento de Napoleão (interpretado por Armand Assante) com sua primeira esposa, Josephine (interpretada por Jacqueline Bisset). A história retrata o romance turbulento e as dificuldades enfrentadas pelo casal em meio às ambições políticas de Napoleão. Belo filme.
“Napoleão” (2002) – Dirigido por Yves Simoneau, este filme para a televisão retrata a vida de Napoleão (interpretado por Christian Clavier) desde sua infância até sua queda final. Essa produção, que não sei dizer realmente se é um filme ou uma série, é uma das piores coisas que já vi. Chata, episódica, com atores franceses falando um inglês terrível, o filme passa por cima de todos os grandes momentos da vida de Bonaparte sem se aprofundar em nenhum. E o baixo orçamento é responsável por batalhas bem porcarias. Assista se tiver curiosidade. O ator que protagoniza esa produção deu vida ao maravilhoso Asterix.
Napoleão Bonaparte é uma figura tão fascinante, que cada um desses filmes pôde abordar a vida de Napoleão de maneira única, oferecendo diferentes perspectivas e enfoques em relação aos eventos históricos e à personalidade do líder francês (que não era francês). Enquanto alguns se concentram nas batalhas e conquistas militares, outros exploram seus relacionamentos e aspectos mais íntimos. Todos eles contribuem para a representação cinematográfica do icônico personagem e oferecem uma visão fascinante da vida e do legado de Napoleão Bonaparte.
Por que esse novo Napoleão me empolga
O que torna essa nova produção uma coisa tão empolgante, além de tudo que disse acima, são duas coisas: Ridley Scott e Joaquin Phoenix.
Ridley Scott dispensa apresentações: o cara é notório por sua habilidade em criar obras cinematográficas épicas e visuais impressionantes. Seu olhar meticuloso para a estética e sua atenção aos detalhes garantem uma experiência visualmente deslumbrante. Ao longo de sua carreira, ele nos presenteou com filmes marcantes, como “Os Duelistas”, “Alien”, “Gladiador” e “Blade Runner”, que exploram temas épicos e personagens cativantes em contextos históricos ou futuristas. Com seu talento em contar histórias, Ridley Scott, apesar de andar escorregando muito, mas muito ultimamente, é um diretor perfeito para capturar a grandiosidade e a complexidade do personagem central.
A escolha de Joaquin Phoenix como protagonista é que me surpreendeu: Phoenix é um ator excepcionalmente talentoso, conhecido por suas performances intensas e transformadoras. Sua capacidade de se aprofundar em personagens complexos e trazer à tona suas emoções mais profundas é notável. Phoenix já demonstrou sua versatilidade em filmes como “Coringa” e “Ela”, nos quais ele imprimiu uma profundidade e uma intensidade cativantes em seus papéis. No entanto, o ator está longe de sequer se assemelhar ao verdadeiro napoleão, especialmente pelo trailer demonstrar que parte da obra se passará na juventude do personagem, o que as rugas de Phoenix, que já não está mais tão jovem, podem prejudicar um pouco.
Mas vamos ser otimistas. A combinação de Ridley Scott e Joaquin Phoenix traz consigo uma aura de originalidade e ousadia. Com essa equipe criativa, podemos esperar uma biografia de Napoleão que vá além dos clichês e nos ofereça uma perspectiva inovadora e envolvente.
A adaptação da vida de Napoleão Bonaparte para um filme tem tudo para ser grandiosa e espetacular, tudo aquilo que eu espero de um filme. Poucas figuras históricas possuem uma trajetória tão incrível e repleta de eventos impactantes como Napoleão, e isso oferece uma base sólida para a criação de um espetáculo cinematográfico que enche os olhos dos espectadores. E não é isso que a gente quer, afinal das contas?
Semana que vem tem John Wayne de novo!
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