Será que ainda vale a pena assistir ao Oscar?


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Olá, meus leitores quarentões, Sabem, lembro-me de um tempo em que o Oscar era um evento mágico. Reunia-se a família, preparava-se um balde de pipoca (ou dois), faziam-se apostas caseiras e, no fim da noite, alguém saía revoltado porque seu favorito perdeu para um filme francês que ninguém viu. Era tradição! Mas os tempos mudaram, e hoje a cerimônia parece mais um seminário universitário do que uma celebração do cinema.

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Nos últimos anos, a premiação deixou de ser aquele espetáculo divertido para se tornar um palco de discursos políticos e mensagens que nem sempre fazem sentido para o público. Não que política e cinema não possam andar juntos—sempre andaram! Mas quando o recado é mais importante do que a história, o risco de perder o encanto é grande.

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Além disso, temos uma seleção de indicados que, em muitos casos, parecem ser escolhidos mais pelo seu “valor simbólico” do que por sua capacidade de emocionar e entreter. Assim, a cada ano, cresce a sensação de que o Oscar se afastou do gosto popular. E não ajuda o fato de que as premiações ficaram mais longas do que fila de banco em dia de pagamento.

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Esse descompasso não acontece apenas em Hollywood. No Brasil, o cinema também vive uma relação complicada com seu público. Um exemplo disso é “Ainda Estou Aqui”, novo filme de Walter Salles, um dos nossos melhores cineastas. O longa retrata a história de Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres, uma mulher que busca respostas sobre o paradeiro do marido, desaparecido durante a ditadura militar. Tema importante? Talvez. Mas será que é o tipo de filme que as pessoas querem mesmo assistir?

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A crítica internacional adorou. O filme venceu Melhor Roteiro em Veneza e Melhor Filme Íbero-Americano no Goya. Mas, no Brasil, sua recepção foi mais… digamos, moderada. Assim, na mídia, dizem que foi um sucesso. Mas, na minha opinião, essa história está estranha. Não vejo discussões fora dos círculos especializados. Quero estar errado,mas acho que não tem fogo de onde está saindo essa fumaça não. Parte disso pode se dever à sensação de que certos filmes são feitos mais para festivais e menos para o público. Ou talvez porque o brasileiro, no fundo, só queria uma comédia bem feita para esquecer o boleto do dia seguinte.

Pessoalmente, eu fico com a crítica do Le Monde: o filme se arrasta, não tem ritmo, e a Fernanda Torres, bom, não é a Montenegro, né? Infelizmente está mais para Abril Despedaçado do que Central do Brasil. Mas acho que, por conta de toda a politização ao redor do filme, ele deve vencer alguma coisa.

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Isso não quer dizer que filmes com mensagens políticas ou sociais não possam ser envolventes. Muito pelo contrário! “Tempos Modernos”, de Chaplin, e “Apocalypse Now”, de Coppola, são exemplos de obras que equilibraram narrativa e crítica com maestria. O problema surge quando o filme esquece de contar uma boa história porque está muito ocupado tentando ensinar uma lição.

O mesmo vale para o Oscar. Se a cerimônia voltar a celebrar a magia do cinema—em vez de parecer um evento corporativo cheio de discursos institucionais—talvez reconquiste aquele público que, anos atrás, ficava acordado até de madrugada para ver quem ganhava Melhor Filme.

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Para não dizer que só reclamei, aqui estão os indicados ao Oscar deste ano:

Melhor Filme:

  • Emilia Pérez
  • The Brutalist
  • Wicked
  • A Complete Unknown
  • Conclave
  • Anora
  • Ainda Estou Aqui

Melhor Direção:

  • Jacques Audiard (Emilia Pérez)
  • Brady Corbet (The Brutalist)
  • Stephen Daldry (Wicked)
  • Walter Salles (Ainda Estou Aqui)
  • David Fincher (A Complete Unknown)

Melhor Ator:

  • Sebastian Stan (The Brutalist)
  • Timothée Chalamet (A Complete Unknown)
  • Ralph Fiennes (Conclave)
  • Adrien Brody (The Brutalist)
  • Edward Norton (Anora)

Melhor Atriz:

  • Demi Moore (The Substance)
  • Fernanda Torres (Ainda Estou Aqui)
  • Cynthia Erivo (Wicked)
  • Mikey Madison (Anora)
  • Felicity Jones (The Brutalist)
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Olá. Meu nome é Ricardo Reis, empresário, ex-professor e (ainda) entusiasta de cinema.

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