O ano de 2022 será…

Anderson Firmino

Por Anderson Firmino

2022


Não dá para saber com exatidão como será o esporte em 2022. Mas há algumas pistas e, em especial, muitos sonhos. De voltar a vencer, de sofrer menos por amor ao clube, de ver a coerência e capacidade de quem dirige, a punição para quem fala e faz besteira. Serão possíveis?  Se nos roubarem até a esperança, aí complica de vez. 

Queria ver o meu clube de coração voltar a ser campeão. Se o foi em 2021, por que não repetir a dose? Se a taça não veio, é trabalhar para voltar ao topo do pódio. Mais: quero voltar ao estádio para torcer em paz, sem medo de uma briga ou de arremessarem algo indevido.  E mais importante: não quero ouvir, nem ver, alguém ser ofendido por ser negro. Quero, sim, punição severa para quem tenta usar do impossível anonimato recheado de câmeras das arenas para praticar atos repulsivos.

Como queria também que os clubes fossem mais coerentes com as políticas que pregam. “Respeitam as minas”, mas acenam com a contratação de jogadores envolvidos em agressão ou assédio sexual. “Atos isolados”, “O clube não se envolve em assuntos privados”. Não quero mais isso. Assim como gigantes do futebol que ainda “pulam” o número 24 na escalação do elenco. Medo ou homofobia velada? Colocar as cores do arco-íris no uniforme é pouco. Muito pouco, no país que mais mata pessoas LGBTQIA+.

Também sonho com maior apoio ao paradesporto. Que as vitórias não sejam apenas “cases” de sucesso, de resiliência, de apoio da família. Mas uma política de Estado que não possui um Ministério do Esporte, diga-se. Paris é logo ali, sim. Mas, até lá, a jornada será bem grande. 

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Sei que, no final do ano, vamos nos reunir em grupos de amigos, em casa ou em bares, para torcer pelas camisas amarelas. Para que elas conquistem a sexta estrela. Mas o esporte, assim como a vida, é preenchido de conquistas e desafios diários. De vitórias pessoais. Que cada um tenha a chance de celebrar neste novo ano, o melhor de suas vidas. O esporte dá exemplos. Nos inspiremos mais nele e menos em quem tem pouco, ou nada, a dizer.

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