Viva São João

são joãoBuenossss.

Pois é. Eu nasci na Rua Liberdade, mas cresci e me conheci por gente ali na Avenida Pedro Lessa, ambas no querido bairro do Macuco.

O lado da avenida onde morava era de terra e, quando chegava São João, meu pai fazia uma bela fogueira na porta de casa.

Minha mãe fazia um monte de pipocas, cozinhava pinhão, canjica e todas aquelas coisas que vocês já conhecem. A gente ia comprar bombinhas na quitanda do seo Joaquim.

Na verdade, eu não gostava, e continuo não gostando, de quase nenhuma daquelas ‘comidas de São João’, então a minha festa era comer muita pipoca e estourar bombinhas em volta da fogueira. 

Estou dizendo tudo isso para tentar explicar o porquê de eu sentir tão fortemente o clima dessas festas que acontecem de norte a sul e de leste a oeste do país neste mês de Junho. Nenhuma outra comemoração mexe tanto comigo como a de São João. 

Amo.

Essas festas, pra quem não sabe, são celebradas desde pelo menos o século XVII e constituem a segunda maior comemoração realizada pelos brasileiros, ficando atrás apenas do Carnaval. Segundo os historiadores, as festas têm origem no culto a deuses pagãos, mas foram incorporadas pelo catolicismo, que então as associou a santos católicos – Santo Antônio, São João e São Pedro.

Amo demais. 

Por isso, sem mais delongas, vamos então cantar (e dançar, pra quem for de dança):

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‘O balão vai subindo, vai caindo a garoa,

O céu é tão lindo e a noite é tão boa.

São João, São João

Acende a fogueira do meu coração’.

 

‘Com a filha de João

Antônio ia se casar,

Mas Pedro fugiu com a noiva

Na hora de ir pro altar.

A fogueira está queimando,

O balão está subindo,

Antônio estava chorando

E Pedro estava sorrindo.

E no fim dessa história,

Ao apagar-se a fogueira,

João consolava Antônio

Que caiu na bebedeira’.

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‘Pula a fogueira, Iaiá,

Pula a fogueira, Ioiô,

Cuidado para não se queimar,

Olha que a fogueira já queimou o meu amor’.

 

‘Olha pro céu, meu amor,

Veja como ele está lindo,

Olha pra aquele balão multicor

Que lá no céu vai sumindo.

Foi numa noite

Igual a esta 

Que tu me deste

O coração,

O céu estava

Todinho em festa,

Pois era noite de São João,

Havia balões no ar,

Xote e baião no salão

E no terreiro o teu olhar

Que incendiou meu coração’.

 

‘Olha a cobra’.

‘A ponte quebrou’.

 

Viva o Brasil.

Viva o povo brasileiro.

Viva São João.

Inté. 

Besos a todo(a)s.

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Conheça a Coluna
Compositor, cantor, violonista e contrabaixista, Luiz Cláudio de Santos nasceu em Santos/SP. Está na estrada há mais de 40 anos, trazendo mais de 200 composições próprias na bagagem. Pisou no palco pela primeira vez aos nove anos de idade e aos quatorze compôs sua primeira canção. Fez parte de diversas bandas, como “Copos & Bocas”, “Cooperativa Afrodyzziaka”, “Jornal do Brasil”, entre outras, se apresentando em bares, SESCs, clubes, TVs e rádios de Santos e região, da capital e outros estados. Participou da gravação de um compacto simples da banda “Jornal do Brasil” em 1986. No final da década de 90, fez temporadas no Japão e Espanha, retornando ao Brasil em 2000. Lançou seu primeiro disco solo em 2012, idealizado por ele e com a maioria das composições de sua autoria. Seu disco “Luiz Cláudio de Santos” é uma mostra de anos e anos do ofício de compor. Suas letras falam das mazelas, algumas alegrias, algumas histórias de um brasileiro e seu Brasil, que vive numa cidade de praia-porto, cantadas nos mais diversos ritmos, brasileiros ou não, afoxé, funk, rock, samba e até tango. Para saber mais, conhecer e ouvir Luiz Claudio, acesse: https://www.facebook.com/luizclaudio.desantos http://www.youtube.com/user/luizclaudiodesantos?feature=watch
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Paulo Cézhar Luz
Paulo Cézhar Luz
1 mês atrás

Particularmente, não sou de sentir saudades dos tempos das fogueiras, comidas típicas, pés no chão, ruas sem asfalto. Porque tudo está registrado, é parte da minha vivência, algo que jamais poderá ser retirado. O passado ainda é a base para um futuro. A criança que ainda há em nós acredita ora na base da ingenuidade, ora na convicção de que as cores virão no amanhã. O bom de se ressaltar este período muito social dos festejos juninos, é que reafirmamos de onde, como estão e para onde nos levarão os sonhos. Pois o homem tem por base a realização de seus ideiais. Sem isso, essa vontade de ir além, somos apenas carcaças de sangue, carne e ossos. E os santos referenciados nos festejos representam este estado humano do ir além das vinte e quatro horas de todos os dias.
Parabéns pelo artigo, Negron.

Rosali Toledo
Rosali Toledo
1 mês atrás

O povo brasileiro esta precisando de cantar e dançar,.para extravasar tanto sofrimento .
Lembrar das tradicionais músicas da época me fez muito bem.
Mais uma crônica deliciosa.

Barbara
Barbara
1 mês atrás

Viva! 👏🏽👏🏽👏🏽

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