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Pelo SIM à música ao vivo nos bares de Santos

Luiz Cláudio de Santos

Por Luiz Cláudio de Santos

música ao vivo


Buenossss.

Como hoje estou sem inspiração alguma para escrever (sim, os artistas às vezes não têm inspiração alguma, rá), vou reproduzir um texto que escrevi um pouco antes do início dessa pandemia louca, mas que serve para os dias atuais, com a música ao vivo retornando aos bares e afins. Fala sobre uma questão que aflige a todos nós que trabalhamos na área do entretenimento. 

À época, eu tocava em um bar/restaurante no bairro da Pompeia, em Santos, e o dono do estabelecimento, meu querido irmão Manoel Lopes Gaia, sofria tremendas pressões de vizinhos por conta da música. Detalhe: a música era das 14 às 17 horas. Pois é. Estávamos iniciando um movimento, mas aí veio a pandemia e deu no que deu.

Voi là:

‘‘Quantas e quantas canções antológicas da nossa música popular foram escritas em mesas de bar.

O bar é um território livre, onde toda a gente se vê, toda a gente conversa, toda a gente ri, toda a gente chora, toda a gente canta, toda a gente vive a vida.

Pelo menos, era.

O(a)s profissionais de música daqui da cidade de Santos têm nesses espaços, os bares, um dos lugares mais importantes para desenvolver os seus trabalhos, muitos dependem diretamente desses locais para sobreviver. Mas, além do(a)s músico(a)s, muitas pessoas, muitas famílias, o(a)s proprietário(a)s dos estabelecimentos, o(a)s garçon(a)s, o(a)s copas, o(a)s profissionais de cozinha, entre tanto(a)s outro(a)s.

Acontece que estão, aos poucos, ACABANDO COM A MÚSICA AO VIVO NOS BARES DE SANTOS. Uma minoria, diga-se de passagem, quer porque quer que os bares não tenham mais música ao vivo, até mesmo no PERÍODO DA TARDE. Como pode uma cidade que se diz turística não permitir que esse importante setor consiga funcionar livremente? Não somos arruaceiros! Somos profissionais e queremos trabalhar! E estão nos impedindo!

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Neste momento crucial, precisamos da participação de todo(a)s, empresários, artistas, funcionários, clientes, toda a população santista, para mudarmos esse cenário sombrio que está se formando no horizonte de nossa amada cidade,  para acabar com o direito sagrado das pessoas de serem felizes.

Vamos?

#digasimamusicanosbaresdesantos’’

Como diria o espetacular mestre Ariano Suassuna: ‘Não sei, só sei que foi assim’.

E como diria um velho camarada meu: ‘Inté de repente’. Besos a todes.

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Selma
1 mês atrás

Pois é Luiz Cláudio, Santos é uma cidade turística, mas, metade dos santistas não querem, a maioria vem morar aqui pela qualidade de vida, (a deles no caso) e se esquecem que os moradores que não são aposentados, funcionários públicos que dependem de trabalho para viver e justamente o turismo contribui e muito para gerar empregos, é a tal da hipocrisia.

Rosali Toledo
Rosali Toledo
1 mês atrás

Vamos retomar a ideia de fazer um movimento, para que os músicos possam se apresentar nos bares e restaurantes de nossa cidade.

Marcia
Marcia
1 mês atrás

Um povo que não dá valor à sua cultura e aos seus artistas é um povo condenado à insignificância, à submissão e à morte. Já dizia o mestre ” todo artista tem de ir onde o povo está, se foi assim, assim será!” Todo apoio à arte e à cultura.

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