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A Importância das Mães na vida alimentar dos filhos

Marina Ferreira

Por Marina Ferreira

Mães


Na semana do Dia das Mães, gostaria de relacionar aqui o importante papel desta, que já tem diversos outros papéis, na vida alimentar do seu filho. Pesquisas relacionam que as mães são as primeiras e maiores influenciadoras na vida dos seus filhos, em muitos aspectos, entre eles a alimentação, na maioria dos lares.

Já no útero da mãe, a saúde daquele indivíduo em formação começa a ser influenciada. A qualidade do que a mãe come passa para o bebê por meio de substâncias no sangue que o nutre. Mulheres que se alimentam bem durante a gestação, além de se protegerem de complicações, geram um filho mais saudável e que pode ter maior afinidade com os alimentos saudáveis após o nascimento (claro, se forem oferecidos). As pesquisas científicas na área genética também têm apontado modulação de genes do bebê durante a gestação, por meio de substâncias ingeridas pela mãe. Incrível!

Após o nascimento, o período de amamentação determina também aspectos relacionados a sua saúde. Bebês amamentados exclusivamente até os 6 meses apresentam vantagens imunológicas e tendem a se tornarem adultos mais saudáveis. Mais de uma pesquisa demonstrou que adultos que foram amamentados exclusivamente quando bebês, em relação a outros que não foram, tiveram menor risco de se tornarem obesos! Mas se uma mãe não pode amamentar seu filho exclusivamente até os 6 meses, há muitos outros fatores por aí relacionados. A adequada introdução alimentar, respeitando qualidade, quantidade, textura, sinais de fome e saciedade e a evolução da alimentação ao longo do crescimento infantil e, depois, na adolescência são fatores determinantes da saúde daquele indivíduo na vida adulta.

Como alimentação saudável, de maneira geral, falo sobre: 

  1. consumo diário e variado de frutas, verduras e legumes
  2. consumo adequado de alimentos fontes de proteínas (carnes, leite, derivados e proteínas vegetais)
  3. consumo adequado de alimentos fontes de energia (fontes de carboidratos complexos e integrais e gorduras boas)
  4. consumo baixo ou ausente de alimentos ultraprocessados (alimentos produzidos com ingredientes industriais e aditivos, alguns são: balas, biscoitos, bebidas industrializadas açucaradas, bolinhos prontos…)

Doenças como diabetes, obesidade, hipertensão arterial, cardiovasculares e diversos tipos de câncer têm a alimentação como um dos fatores causais mais fáceis/possíveis de serem modificados. Tornando a formação dos hábitos alimentares um importante período na vida das pessoas, que deve(ria) demandar a devida atenção de cada um dos responsáveis.

Na vida “normal”, a mãe não é nem deveria ser a única responsável pela formação de bons hábitos alimentares da criança, outros responsáveis podem e devem servir de guias na formação alimentar, a fim de tornarem as crianças adultos vigilantes na saúde e na alimentação.

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