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Você é #team Cristiano Ronaldo ou #team Coca-Cola?

Marina Ferreira

Por Marina Ferreira

Cristiano Ronaldo


Essa semana o jogador Cristiano Ronaldo deu um lindo exemplo ao conceder entrevista após um jogo da Eurocopa. Ele afastou as garrafinhas de “Coca” (patrocinador da competição, ui!) e elevou uma garrafa de água, como se estivesse dizendo: bebam água, não Coca!

Lembro eu que, uns anos atrás, ao realizar uma atividade educativa para crianças de 4-5 anos ouvi a seguinte pergunta, após explicar o efeito nocivo do consumo de refresco artificial em pó que levei para mostrar às crianças: então por que alguém inventou isso? – disse a aluna. 

Eu não soube responder também, e disse: – pois é, não sei! A sorte daquelas crianças era que havia sido a primeira vez que eles viam aquele produto, confundiram com “gelatina”.

Essa não é a realidade de parte significativa da população brasileira. Aproximadamente um terço das crianças menores de 2 anos no Brasil consome com alguma frequência refrigerantes ou outras bebidas açucaradas, eu disse menores de 2 anos! O consumo desses alimentos precocemente é um indicador de práticas alimentares não saudáveis e pode levar à formação de maus hábitos alimentares, conduzindo aquela pessoa para o desenvolvimento de doenças como obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares entre outras. 

Cristiano Ronaldo
Crédito: Reprodução

A composição desses produtos é predominantemente de açúcares como frutose e glicose, além de aditivos químicos que trazem sabor, aroma, cor, a conservação a longo prazo e outros aspectos tecnológicos desejáveis para aquele produto (como capacidade de dissolução rápida). Ou seja, não há nada ou quase nada que seja um componente natural na lista dos ingredientes. 

O corpo humano entende isso como xenobióticos, ou seja, compostos químicos estranhos ao organismo, que terão que ser metabolizados pelo fígado (transformados em uma substância mais “familiar”) e excretados nas fezes ou na urina. Dá um trabalhão para o nosso corpo se livrar dessas substâncias. Essa parte do nosso metabolismo é conhecida também por mecanismo ou vias de destoxificação.

Essas vias, claro, se desenvolveram para isso mesmo. Mas o organismo já recebe ou produz naturalmente muitas dessas substâncias que precisam ser metabolizadas, então aumentar essa carga pode ser prejudicial.

Antes que alguém fique com essa pergunta no ar, sim, o consumo de “suco detox”, “suco verde” ajuda nesse processo. Essas bebidas aumentam a ingestão de substâncias antioxidantes, que atuam no processo todo, e de fibras alimentares, que auxiliam no funcionamento intestinal. Mas seria o mesmo efeito que consumir esses mesmos alimentos (usados na preparação dos sucos) com a mesma frequência diária nas refeições, ok?!

Outras bebidas que podem ser consumidas no lugar de refris e afins são:

  • água, água saborizada;
  • água de coco;
  • chás preparados em casa de preferência, pois os industrializados podem ser muito parecidos com as bebidas açucaradas;
  • sucos de frutas integrais, de polpa ou naturais mesmo;
  • leite, se gostar, vitaminas com leite;
  • bebidas vegetais (de amêndoas, de castanhas etc)

Saúde!

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Gabriel Hauber
Gabriel Hauber
3 meses atrás

Adorei o texto prof #teamCristianoRonaldo

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