O assunto da semana no futebol brasileiro foi a troca de comando no CorinthiansCorinthians. Sai Fernando Lázaro, o boa-praça que é só isso mesmo, e chega Cuca. Seu currículo traz títulos de Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores. E uma condenação por estupro na Suíça, em 1987. O que pesa mais? Retrospecto esportivo ou boa índole?
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O Sport Club Corinthians tem 112 anos e se notabilizou por ser um indutor da democracia, seja exercida lá mesmo, seja na luta contra atitudes fascistas. Abraçou o futebol feminino como poucos, montando uma equipe vitoriosa, ancorada no lema “Respeita as Minas”. E agora? Cuca cabe nesse clube, nesse contexto?
Os protestos vieram desde o primeiro momento – exceto da maior organizada, que acabou convencida de que o campo soa mais importante nesse momento. Afinal, o time não pode correr o risco de ver uma temporada perdida. E quando um legado é ameaçado por uma contratação que não teve nada de impensada, mas muito de desesperada? Tudo pode. Até mesmo passar pano para uma atitude tomada há 36 anos.
Por mais que as camas do quarto fossem em L, o que ”dificultaria a visão” do que houve; que a vítima, na época com 13 anos, não se lembrasse visualmente de quem a abusou – e é comum que isso aconteça com as vítimas de violência; e por mais que seja pai, filho e use uma camisa de Nossa Senhora como marca registrada. Trata-se de uma sombra que vai sempre acompanhá-lo.
Se antes pouco se falava do tema, é porque a sociedade mudou para melhor. Abriu os olhos para o abuso da força e apelo à submissão feminina – que o diga o lateral Daniel Alves, há quatro meses preso na Espanha.
O Corinthians não precisava de Cuca. Cuca precisava pagar pelo que fez, de alguma forma. E que São Jorge, o padroeiro corintiano que tem seu dia neste domingo (23), abra os olhos e proteja sempre de todo o mal. Inclusive o da incoerência.
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