São 20 títulos de Grand Slam (grupo dos quatro maiores torneios de tênis), liderança no ranking mundial, um legado de admiração pela performance em quadra. Esse é o sérvio Novak Djokovic. ídolo
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Organizador de um torneio com zero protocolos contra a Covid em meio à segunda onda da pandemia. Contrário à vacinação contra o coronavírus. “Pessoalmente eu sou contra a vacinação e não quero ser forçado por alguém a tomar uma vacina para poder viajar”, chegou a afirmar, em 2020. Quase foi deportado da Austrália justamente por essa opção. Esse é o sérvio Novak Djokovic. Ou, como diz o apelido mais jocoso e certeiro do momento, “Novax Djokovid”.
Um atleta que é querido pelas crianças, possui (até agora) uma boa imagem junto ao circuito, patrocinadores e fãs, pode dar este tipo de exemplo negacionista? É verdade que existe uma liberdade de escolha. Mas que implica em consequências – como tudo na vida. E exemplos mal dados.
Djoko segue treinando em Melbourne à espera do Australian Open, torneio que, caso dispute, pode colocá-lo na posição de maior vencedor de Grand Slams de todos os tempos. À frente do suíço Roger Federer e do espanhol Rafael Nadal.
Nadal também está na Austrália. Vai jogar a mesma competição que o sérvio. E, em respeito aos fãs, se desculpou por não poder dar autógrafos, em nome do distanciamento. Apesar disso, concordou com a decisão da Justiça de liberar Djoko. “Me parece bem. É a justiça que deve falar em tudo isso e eu sou um defensor de apoiar o que a justiça diz”, disse o número seis do mundo.
O imbróglio está longe de terminar. Mas o estrago (mais um na reputação de Novak Djokovic) está feito. Pode até jogar bem, como sempre fez. E levantar o troféu ao fim da competição. Mas uma seringa no braço do sérvio seria mais celebrada.
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Anderson Firmino
Anderson Firmino é jornalista formado em 2001 pela Universidade Católica de Santos (UniSantos). Trabalhou no jornal A Tribuna entre 2006 e 2018.
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