Tem alguma atleta que prenda a sua atenção, caro leitor, toda vez que vai competir? E mais: que dá a certeza de que brigará de igual para a igual, com os melhores naquela modalidade? É possível citar alguns, como Rayssa Leal, Bia Haddad e Filipe Toledo. Mas tem Rebeca Andrade, a “queen” da ginástica artística. Cada apresentação é um deleite. E uma medalha.
Aproveite descontos exclusivos em cursos, mentorias, eventos, festas e muito mais assinando o Clube 40EMAIS agora! Além disso, ganhe descontos em lojas, restaurantes e serviços selecionados. Não perca tempo, junte-se ao nosso clube!
No Mundial de Antuérpia, na Bélgica, que terminou neste domingo, a campeã olímpica no salto em Tóquio, há dois anos, Rebeca brilhou. Volta ao Brasil com incríveis cinco medalhas conquistadas, sendo três pratas, um bronze e um ouro. E sempre com um sorriso nos lábios.
![]() |
|
![]() |
|
Em uma das pratas, ela não esteve sozinha. Foi um sexteto de meninas que fez história, garantindo, de quebra, a vaga nos Jogos de Paris. Um feito inédito para a ginástica brasileira. Na final individual geral, quando se apresenta em todos os aparelhos, ficou atrás apenas do fenômeno Simone Biles. Detalhe importante: um pódio apenas de mulheres pretas, algo inédito e altamente expressivo.
Com a cabeça em ordem, ela voltou à cena mostrando que não é páreo para ninguém – exceto Rebeca. Na final do salto, a brasileira foi impecável. Já Simone caiu após uma de suas aterrissagens. E Rebeca ganhou o mundo de novo, como já havia feito em 2021.
Veio o domingo, com duas finais por aparelho e… mais história. Começou com um bronze na trave, atrás de Biles e da chinesa Yaqin Zhou. Era um trailer do que aconteceria no solo, palco do já épico Baile de Favela. Mudou a música, ganhou tons de Beyoncé e Anitta. E acabou em segundo, por pouco, atrás de Simone Biles (diferença de 0,633). Dava para ficar melhor, e o bronze foi de Flávia Saraiva, a pequena gigante. Eram duas bandeiras do Brasil no pódio, um colírio para os olhos.
Rebeca Andrade disse, durante a semana, que não controla a expectativa dos outros sobre seu desempenho e, por isso, não se vê pressionada. Sorte a sua, rainha. Num país que cobra medalhas sem dar condições, você é sinônimo de trabalho e vitórias. A dona do baile venceu. De novo.
MAIS NESSA COLUNA
Leia Também
![]() |
|