Quando foi definido que a Copa do Mundo do Catar seria em novembro, em razão do forte calor na época habitual da competição – entre junho e julho -, a sensação imediata e natural foi a de estranheza, justamente por essa diferenciação.
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No entanto, percebo que, pelo menos desta vez, realizar o Mundial neste período do ano acabou sendo bastante propício. Afinal, é importante voltar a relacionar as cores da bandeira brasileira a uma Copa do Mundo, depois de uma eleição presidencial tão polarizada e que parece não ter acabado para um dos lados.
O lúdico da Copa do Mundo – não vamos aqui lembrar dos bastidores muitas vezes questionáveis de dirigentes e instituições ligadas ao mundo da bola – acaba fazendo muito bem para despertar novamente este sentimento. Antes, bandeira na janela era sinal de Mundial. A política mudou bastante isso. Ainda que em muitos casos o ato não signifique exatamente adesão aos canarinhos comandados por Tite, vamos fazer de conta que é. É importante para a saúde.
Falando em cores, o preto e o branco do Santos também deu as caras na estreia vitoriosa do Brasil – 2 a 0 sobre a Sérvia, com um segundo tempo espetacular, marcado pelos gols de Richarlison, sendo um deles digno das melhores histórias das Copas. Mas não tem a ver exatamente com o artilheiro do jogo.
Bandeiras do clube foram vistas nas arquibancadas, exatamente atrás da meta em que saíram as bolas na rede, indicando o bom caminho tão conhecido pelo Peixe, famoso pelo estilo goleador – embora, atualmente, não tenha justificado a fama, mas essa é uma outra história.
No caminho, estão os contundidos Neymar e Danilo, que vestiram a camisa santista e projetam seu retorno para a fase de mata-mata, sequência natural que toda a torcida brasileira espera ser cumprida pelo time. Fora Alex Sandro, outro que passou pela Vila Belmiro, e, em especial, Rodrygo, formado no clube e que é prova evidente de que o mantra “A base salva”, lembrado constantemente pela torcida do Peixe, pode funcionar também na Seleção. São as cores da esperança no hexa.
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Ted Sartori
Jornalista nascido em Santos em 1979, com extensa carreira na cobertura esportiva, especialmente do Santos FC, atuando em veículos como A Tribuna, Expresso Popular, Santaportal, e Portal Mais Santos.
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