
Dizem que em casa de ferreiro o espeto é de pau, certo? Começo minha coluna no 40eMais confirmando essa tese, já que sou a assessora de comunicação do portal, mas só agora meu texto saiu do forno!
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Antes tarde do que nunca – olha aí mais um ditado popular –, te apresento o Balaio da Fabi, um espaço dedicado a falar da minha paixão por séries, filmes, documentários, programas culturais, gastronomia e o que mais me der na telha.
E como 2020 colocou o mundo de castigo, foi também o ano em que se consumiu ainda mais os serviços de streaming. Só no início da pandemia, em março, a alta foi de 20% em todo mundo. Na América Latina, o aumento foi de 26,6%. Só no Brasil, o Telecine Play teve espantosos 400% de crescimento no número de cadastros, com um acréscimo de 100% de filmes assistidos.
Se você já era, como eu, ou passou a ser consumidor deste tipo de conteúdo chamado on demand (sob demanda), te convido a conhecer mais sobre uma série que desnuda a vida de um dos memes mais popularizados na quarentena: a Rainha Elizabeth.
The Crown estreou em novembro de 2016, na Netflix, e teve a quarta temporada liberada no ano passado. Olha aí, uma das coisas boas de 2020, hein?
Demorei pra me interessar, pois estava curtindo séries de comédia e atualidades, como Grace and Frankie, com a diva absoluta Jane Fonda, que ainda tem entre os roteiristas Marta Kauffman. Pausa necessária pra explicar que Kauffman é apenas uma das criadoras da minha série favorita nesta e em outras vidas: Friends!
Foi durante a quarentena que devorei alguns documentários sobre a vida da Diana, Princesa de Gales. Lembro de ter acompanhado no noticiário suas ações sociais, seu conturbado divórcio do Príncipe Charles e o trágico acidente que resultou na sua morte. Eu era uma estudante de jornalismo ainda, ávida pela informação, mas sem ter noção de como esse ícone da realeza continuaria sendo assunto anos e anos depois.

Por essa lógica dos algoritmos, que popularizamos com o apelido de robozinhos da internet, a sugestão para ver The Crown me agradou em cheio, até porque une história e os bastidores da família mais famosa do mundo. Me joguei!
E assim, a Rainha Elizabeth, que quando criança era chamada de Lilibeth, e depois foi apelidada maliciosamente de Shirley Temple pelo tio e rei Edward, passou a me fazer companhia todas as noites. E, olhem só, na cama!
Aos finais de semana, maratonava a série, muito bem amarrada com o contexto histórico dos fatos e alguns toques da licença poética do seu criador, Peter Morgan, que garantem um pouco de ficção à vida da monarca.
Fiquei chocada com a frieza da rainha ao tratar alguns assuntos, como o relacionamento com o filho e sucessor Charles; questões econômicas e sociais que impactaram o Reino Unido; e até mesmo a felicidade da irmã, Margareth, que precisou abrir mão de um amor pra não contrariar os interesses da Coroa.

Por outro lado, é assustador pensar no peso que ela assumiu, aos 25 anos, recém-casada e com uma vida não vivida pela frente, como bem se coloca num dos diálogos da majestade com um amigo. Afinal, ela tinha a Coroa, era a mulher mais famosa do mundo, mas não podia ter a vida que queria, se dedicar à criação de cavalos para competições e outros prazeres mundanos.
História, política, paixão, conflitos e escândalos dão o tom em The Crown, que vai além de mostrar a vida da Rainha e sua família, nos levando a entender que os castelos guardam mais segredos que a ficção pode retratar.
Então, bora passar a sua noite com a Rainha também!
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