A invasão no gramado da Vila Belmiro depois da eliminação do Santos nas oitavas de final da Copa do Brasil na noite de quarta-feira (13), mesmo com a vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians – na ida, goleada do Timão por 4 a 0 -, causou vergonha em muita gente. Não apenas pelo ato em si, algo que já seria suficiente, mas pelo que eles pretendiam: agredir jogadores corintianos, em especial o goleiro Cássio.
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Um dos “torcedores” (entre aspas mesmo, já que não dá para usar a palavra na sua completa acepção) tentou dar uma voadora covarde pelas costas do arqueiro do Timão e foi contido pelos policiais. E ele ainda foi avisado por Marcos Leonardo, atacante do Santos, da chegada daquele marginal – que tinha passagem pela Polícia, segundo o que foi apurado depois. O jogador do Peixe, inclusive, recebeu agradecimentos públicos de Cássio e da mulher dele.
Ainda não se sabe qual o tamanho da punição que a CBF dará ao Santos com relação à Vila Belmiro. Ou seja, se o Peixe poderá atuar sem torcida no próprio estádio ou será obrigado a entrar em campo em outras cidades, porém com público. O fato é que dificilmente os problemas ocorridos – iniciados ainda com o jogo em andamento, com bombas e sinalizadores atirados no gramado – passarão impunes.
Uma pena que o torcedor chamado de “organizado” use esse poder, na maioria das vezes, para fazer bobagens como a da última quarta. Felizmente o Santos deu nome aos vândalos em nota oficial – e um deles ainda por cima é sócio, sobre o qual incidirá processo de expulsão.
No fim das contas, o clube é que pagará pela irresponsabilidade de alguns poucos e, principalmente, o verdadeiro torcedor que vinha lotando a Vila Belmiro em todas as partidas. Uma realidade que, por sinal, contrariou uma espécie de máxima no Santos responsável por sempre indicar que times ruins indicariam públicos baixos em casa – levando em conta que, mesmo equipes fantásticas, desde os tempos de Pelé, traziam menos torcedores do que poderia receber o Alçapão santista. Uma vergonha que ultrapassa os gramados.
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Ted Sartori
Jornalista nascido em Santos em 1979, com extensa carreira na cobertura esportiva, especialmente do Santos FC, atuando em veículos como A Tribuna, Expresso Popular, Santaportal, e Portal Mais Santos.
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