Derrubei suavemente dois livros abertos sobre o sofá da sala. Joguei a manta sem muitos cuidados. Juntei três cadeiras e espalhei objetos em desordem na mesinha do lado. Pronto. Um toque de liberdade, sem desconforto. casa
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No escritório, afastei a poltrona, abrindo as cortinas da janela e convidando o sol a chegar mais perto. Deixei o notebook aberto…
Adentrei o quarto, amontoei os cobertores criando e redesenhando montanhas e empilhei seis travesseiros. Como se crianças tivessem brincado com eles o dia inteiro. Era aventura, sem censura.
Na cozinha comecei o recheio do bolo caseiro. Selecionei os ovos, o leite e a manteiga, deixando uma nuvem de farinha salpicada em neve sobre a mesa…
Desci do armário quatro taças de vinhos, as preferidas dos amigos. E completando o cenário, abri todos os vidros da varanda pra que o vento balançasse as plantas. Queria sentir o movimento. Era alegria, mais que ventania.
Depois, liguei o rádio, cantando alto e profundamente o refrão. Era um coro, não um solo de violão.
Pronto! Sinais de vida alterando o silêncio das coisas. Movendo as roupas, empilhando as louças. Enchendo minha alma de presenças e esperanças.
A casa, levemente desarrumada!
A pandemia mexeu com a gente. Sei que amanhã vou arrumar tudo, colocando cada coisa novamente em seu lugar. Mas queria ter a sensação da bagunça quente, que é ter de novo e em casa… a sensação de gente!
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Ines Bari
Sou Inês Bari, formada na Faculdade de Comunicação de Santos. Escritora, radialista, compositora, publicitária, roteirista e sonhadora na maior parte do tempo.
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