Não entro. É tão deselegante, garçom plantado na porta do restaurante. Parece estar nos dizendo… Pode vir, mas coma depressa! Já deu minha hora. Louco pra ir embora…
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Quando é assim eu dou pista e sem contestar, parto pra outro lugar. Afinal, comer é mais do que devorar rapidamente. Primitivamente. Com mastigadores dentes, caças, suflês ou massas ainda quentes. Pera lá! Já evoluímos o suficiente.
Um bom jantar tem de ter entrementes. Escolher o prato. Esperar chegar. Olhar todo o ambiente. E a conversa? Deliciosa e reticente… Com muita calma. Saboreada com a alma. Observando o movimento da boca e o brilho no olhar. Não podem faltar inesperados cheiros, temperos, cores e sabores. Sejam simples amoras ou grandes amores.
Um bom vinho também não combina com pressa. Deve ser sorvido lentamente. Durante uma, duas horas ou mais. Minutos imortais. E no final, o tempo para as frutas ou licor, tanto faz. Um jantar pode ser inesquecível. Nunca à toque de caixa. Coisa sem graça.
Por isso, ou escolho um bom lugar ou prefiro em casa o jantar. Lá não tem fila. Nem horário pra terminar. Sentamos em qualquer lugar. Não é preciso reserva em datas especiais. Nem falar francês ou calçar sapatos sociais. A alma é que deve estar elegante…
E o convidado amado, do meu jantar prolongado, nunca tira a carteira no fim. Só beijos e abraços… Depois, é claro, do pudim!
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Ines Bari
Sou Inês Bari, formada na Faculdade de Comunicação de Santos. Escritora, radialista, compositora, publicitária, roteirista e sonhadora na maior parte do tempo.
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