Fiquei constrangida quando servi pela terceira vez os pedaços do Chester do ano novo. Só que agora em forma de suflê. Pelo menos! Ontem, já estava meio desfiadinho, desossado, ao lado da maionese…
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As cerejas também foram servidas. As últimas! Algumas, um pouco machucadinhas. E a última delas, sempre a última, com gosto amargo. Ah, o espumante pela metade, fechado com a rolha plástica, também perdeu o pouco de gás. Raras eram as borbulhas. Nem mais franziam o nariz…
Comemos e bebemos mesmo assim. Felizes, rotundos e satisfeitos. Afinal, em tempos de fome mundial, abismos sociais, o desperdício chega a ser desonesto. Nos próximos dias, voltaremos ao normal. Cada um na sua rotina, esquecendo grande parte das promessas durante as sete ondinhas… Da fortuna almejada nas lentilhas. Dos desejos secretos e sensuais escondidos nas baconianas uvas. Das previsões mirabolantes da mãe de santo…
Até o bullying com as uvas passas vai passar. O ano novo começa com todas as velhas questões que deixamos de resolver no ano que passou. Tudo continua de onde parou!
Mas uma coisa eu levo comigo neste novo ciclo. A maturidade e os dois anos da pandemia me ensinaram. Comerei Chester em junho, se tiver vontade. Abrirei espumantes numa terça, ou quarta-feira à noite, depois do trabalho e sem motivo qualquer. Colocarei uvas passas, coentro ou o que desejar na maionese, sem me importar com a opinião alheia. Eu escolho o que vai na minha ceia!
Ah… vou comprar mais cerejas, amanhã mesmo. Porque aquela última, foi de amargar…
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Ines Bari
Sou Inês Bari, formada na Faculdade de Comunicação de Santos. Escritora, radialista, compositora, publicitária, roteirista e sonhadora na maior parte do tempo.
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