A vida é sopro. Fagulha. Trem que passa ligeiro. Quem não embarca, perde o momento. Segue outra viagem. Olhando as mesmas paisagens. Qual efeito borboleta, novas e diferentes facetas vão aparecendo. Outras pessoas. Outros encontros. Outros acasos. Algumas vezes, achamos a sorte. Em outras, fracassos.
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Quem pode saber? Se cruzamos com alguém que irá mudar a nossa vida de repente? Um amor. Um parente. Um bandido. Um futuro marido? O que teria acontecido se aquele dia você não tivesse adormecido? A chave esquecido? Ou, se arrependido? Tão humana essa nossa pretensão. Doce ilusão. De controlarmos alguma coisa em nossa trajetória. Prever nossos dias. Nossas horas. Se, a qualquer momento, vamos embora! E nos tornamos só memória para quem um dia nos amou e conheceu.
E naquela noite ela nasceu. Branca. Brilhante. Cheirosa. Perfumando o ar do jardim. O forte aroma me fez sair de casa para sentir… Era a dama da noite! Olhei feliz. Num rápido apreciar. Amanhã vou fotografar! Mas a dama da noite é breve. Única. Singular…
No dia seguinte não estava mais lá! Restava fria no chão. Murcha. Sem vida. Com um mórbido aroma de recordação. Olhei, sem pegar. Outras damas mais viçosas estarão hoje à noite no seu lugar. Mas aquela se foi. Perdi. Como algumas chances na vida, que foram despercebidas num instante fugaz.
E a linda dama saiu de cena depois do primeiro desabrochar. Exibiu seu perfume e beleza. Depois se fechou para o mundo e caiu. Outra dama entrará no palco esta noite, para se apresentar… Mas aquela dama. A mais branca. Única. Que brilhava pra mim na noite escura. Nunca mais.
Não deixe passar!
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